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Copa do Mundo começa com EUA tendo 2ª primavera mais quente em 132 anos

Copa do Mundo começa com EUA tendo 2ª primavera mais quente em 132 anos

País que sediará a maioria dos jogos da Copa do Mundo de 2026, os Estados Unidos estão encerrando a primavera deste ano registrando a segunda maior temperatura média já registrada para o período. Os dados foram divulgados na 2ª feira (8/6) pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, sigla em Inglês), que ainda alertou para a continuidade das condições de seca em diversas áreas do território.

Entre março e maio, a temperatura média nos 48 estados contíguos (excluindo Alasca e Havaí) alcançou 13,2°C – 2,1°C acima da média no último quarto do século passado. Segundo a NOAA, o resultado coloca a estação entre as três mais quentes dos últimos 132 anos de medições e representa o maior índice desde 2012, informam ExameVejaO Globo e Estado de Minas.

Além do calor acima da média, os primeiros meses do ano registraram o período mais seco desde 1988 em parte do território continental estadunidense. O cenário foi diferente no Havaí e em algumas outras regiões, que receberam chuvas acima do normal. Mas, ainda assim, mais da metade dos estados contíguos continuava enfrentando algum nível de seca no começo de junho.

O cenário climático tem despertado atenção adicional por causa da Copa do Mundo. Diversas partidas estão previstas para cidades que podem enfrentar temperaturas elevadas durante o torneio de futebol – incluindo jogos em estádios sem cobertura ou sistemas de climatização.

A disputa começa hoje (11/6) sob ameaças de calor extremo, umidade sufocante e tempestades capazes de atrasar partidas com pouco aviso prévio, destaca a Reuters. As previsões indicam temperaturas acima do normal em grande parte dos EUA, enquanto a umidade que flui do norte do Golfo do México pode alimentar temporais e condições climáticas severas durante o torneio.

Embora as condições para partidas individuais não possam ser previstas com tanta antecedência, cientistas do esporte afirmam que existem riscos claros relacionados ao clima para uma copa de verão que abrangerá também Canadá e México. A rede global de cientistas climáticos World Weather Attribution (WWA) alertou que cerca de um quarto das partidas poderá ser disputado em condições que excedem os limites de segurança recomendados.

Já o relatório “Fora do Jogo: Como as Mudanças Climáticas Podem Prejudicar a Copa do Mundo de 2026”, da Climate Central, indica que, das 104 partidas do mundial, 97 têm probabilidade de registrar temperaturas acima de 28ºC, limite associado à queda de desempenho dos jogadores.

Em tempo

Um estudo aponta que, nos próximos 15 anos, as hospitalizações por doenças relacionadas ao calor nos EUA poderão dobrar, informa o Guardian. O número de visitas a unidades de urgência e emergência ou hospitalizações relacionadas ao calor no país deverá passar de cerca de 109.000 casos por ano para até 237.000 casos anuais até 2040, segundo a pesquisa. A cada ano, o calor extremo mata mais pessoas nos EUA do que todos os outros eventos climáticos extremos combinados, com um aumento de mais de 50% nas mortes nas últimas duas décadas.