ODS 7 se destaca como um farol de esperança
Discurso da vice-secretária-geral Amina J. Mohammed no evento “Implementação do Plano de Ação Global para a Década da Energia Sustentável para Todos até 2030.”
Excelências,
Senhoras e Senhores,
Ao encerrarmos o Evento Especial de hoje, gostaria de agradecer a todos os palestrantes e participantes por uma discussão tão aprofundada. E um agradecimento especial aos organizadores – o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (UN DESA), em colaboração com a ONU-Energia e o Grupo de Amigos da Energia Sustentável – por reunirem este grupo.

Ao longo das discussões, um aspecto se destacou: apesar do ambiente operacional extremamente desafiador que o mundo enfrenta, o ODS 7 se destaca como um farol de esperança e um poderoso acelerador para toda a Agenda 2030.
Essas crises – desde a insegurança energética até a mudança climática – reforçaram os argumentos a favor da oportunidade das energias renováveis. A crise de segurança energética no Golfo criou uma oportunidade para apostar ainda mais nas energias renováveis, reduzir as dependências geopolíticas e acelerar o desenvolvimento sustentável.
O secretário-geral deixou claro – e ouvimos isso reiterado hoje – que a rápida expansão das energias renováveis tornou a transição para a energia limpa não apenas viável, mas irreversível.
E agora uma nova era energética está tomando forma, à medida que as energias renováveis se tornaram a fonte de eletricidade mais competitiva do nosso planeta.
Acho que todos concordamos que deixamos esta reunião hoje com uma lista clara de tarefas a serem realizadas.
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Acesso universal à eletricidade, incluindo cozinha limpa até 2030.
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Triplicar a participação das energias renováveis.
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Financiamento em escala para nos levar até lá, especialmente para as pessoas mais vulneráveis. Acelerar uma transição justa, que respeite os direitos e os meios de subsistência das comunidades que a tornam possível e que capture o valor dos minerais essenciais à transição energética nos locais onde são extraídos.
Embora tenhamos clareza sobre o “o quê”, o foco de hoje foi, na verdade, o “como”. Estamos mais bem preparados do que muitos imaginam.
Temos um roteiro.
O Plano de Ação Global para a Década da Energia Sustentável para Todas as Pessoas define, em termos práticos, como acelerar o processo daqui até 2030 – e encorajo todos os Estados-membros presentes nesta sala a torná-lo parte integrante de suas estratégias: a se unirem em torno dele e a construírem novas parcerias por meio dele.
Temos todo o sistema da ONU se mobilizando em seu apoio.
Veja a Promessa Climática: no ano passado, ela reuniu mais de 30 entidades da ONU — convocadas pelos Coordenadores Residentes e apoiadas pela liderança técnica do PNUD — para ajudar 107 países a elaborarem suas Contribuições Nacionais Determinadas (NDCs).
A Estratégia Climática do secretário-geral apela por uma rápida diversificação das redes de energia para acelerar a transição e fortalecer a segurança energética para todas as pessoas.
Isso também significa pensar além das redes nacionais. A Rede Elétrica da ASEAN demonstra o valor de os países interligarem seus sistemas, comercializarem eletricidade além das fronteiras e compartilharem energia de forma mais flexível.
O Programa de Trabalho da ONU-Energia, lançado nesta manhã, colocará todo o peso da ONU – sua especialização e seu poder de mobilização – a serviço dos países, atuando por meio dos Coordenadores Residentes e das Equipes Nacionais, e respondendo às prioridades nacionais com conhecimento especializado sob demanda.
Isso fortalece o que já funciona, desde a Força-Tarefa da ONU sobre Minerais Críticos para a Transição Energética até o Conselho de Engenheiros para a Transição Energética. Meus agradecimentos aos copresidentes da ONU-Energia e ao secretariado do DESA por sua liderança.
Também contamos com uma plataforma comprovada para parcerias com os Pactos de Energia.
Uma plataforma na qual governos, empresas, organizações internacionais e a sociedade civil remam na mesma direção.
Aqui, gostaria de fazer uma menção especial à “Energia Sustentável para Todos”. Damilola e sua equipe mostraram como são os defensores dessa agenda, e temos sorte de contá-los entre nós.
Excelências,
A transição para a energia limpa não é mais uma promessa distante. Ela está aqui, ganhando ritmo, diante dos nossos olhos.
Portanto, este não é o momento de diminuir o ritmo.
É o momento de pisar ainda mais fundo no acelerador – de pegar tudo o que ouvimos hoje e transformar em um impulso ainda maior.
Obrigada – pelo seu engajamento, sua parceria e sua liderança.
Desejo a todos e todas muito sucesso no restante do Fórum Político de Alto Nível.
Para saber mais, acesse a cobertura da ONU News em português e a página da ONU Brasil sobre o Objeto de Desenvolvimento Sustentável 7 – Energia Limpa e Acessível.
