Governos precisam investir em carnes vegetais para combater a crise climática

Governos precisam investir em carnes vegetais para combater a crise climática

A produção e popularização de carnes vegetais e outros alimentos alternativos à proteína animal precisam do apoio governamental para serem fabricados e comercializados em massa para conter os danos das mudanças climáticas. A pecuária precisa ser extinta para a proteção das poucas porções de paisagem naturais que ainda existem e para frear a emissão de gases que intensificam negativamente o efeito estufa e causam o superaquecimento do planeta e o desequilíbrio dos ecossistemas.

O Reino Unido está estudando uma série de medidas para facilitar com que produtos de origem vegetal cheguem de forma mais fácil e acessível à população. Uma relatório recente feito pela Social Market Foundation (SMF) aponta que se os governos se comprometerem a estimular indústrias de alimentos à base de vegetais, o mundo pode se tornar neutro em carbono até 2050 e, talvez, abolir definitivamente a produção e consumo de carne e derivados da pecuária, como o leite.

A criação e confinamento de bois, bacas, porcos, galinhas e outros animais para consumo causa danos ambientais significativos. A pecuária é responsável por cerca de 14,5 por cento das emissões globais de gases de efeito estufa, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). A SMF alerta que a taxa de consumo de carne não está caindo o suficiente para ajudar no combate à crise climática e isso é preocupante.

A empresa alerta ainda que os benefícios de se apoiar indústrias baseadas em vegetais são inúmeros, além de proteger o meio ambiente, reduz a poluição, impede o sofrimento de animais e ainda impede o surgimento de novas pandemias. “Um mundo mais verde significará comer menos carne”, diz o relatório. É importante não só demonizar a carne, mas estimular uma nova cultura de consumo que envolva governos e diversas camadas da sociedade.

“Uma solução melhor seria ajudar os consumidores na transição para hábitos alimentares mais sustentáveis, expandindo a gama de produtos proteicos alternativos no mercado. Só podemos esperar que os consumidores deixem de comer carne se as ofertas de produtos forem de alta qualidade, acessíveis e facilmente acessíveis”, finaliza o relatório.