Aterro dos Mulenvos com engenharia para tratamento de resíduos

As restantes, de acordo com a chefe de departamento de Gestão de Resíduos do Ministério do Ambiente, Joana Bernardo, possuem aterros sanitários em céu aberto e valas sanitárias, o que que contribui no surgimento de doenças, reprodução de mosquitos e outros problemas de saúde pública.

Em declarações à Angop, a proposto do novo modelo de recolha de resíduos para a província de Luanda, Joana Bernardo, augurou maior participação dos munícipes no acondicionamento dos resíduos em sacos devidamente amarrados e depositados em locais próprios.

“Tendo em conta o elevado número de habitantes na província de Luanda, estimada em cerca de sete milhões, está a ser projectada a construção de três novos aterros sanitários para fazer face à demanda actual, tendo em conta as insuficiências do aterro dos  Mulenvos”, frisou.

Para acabar com as lixeiras nas principais cidades do país, acrescentou, as províncias de Cabinda e Huambo preparam-se para a construção dos seus aterros sanitários, cujas obras podem iniciar em 2016.

“Os aterros sanitários são sempre necessários, mesmo quando para o tratamento dos resíduos se recorre a outras soluções tecnológicas como reciclagem, compostagem e incineração”, sublinhou a responsável.

Para ela, os aterros sanitários são também estruturantes de uma adequada gestão de resíduos, visto que permitem acabar com as lixeiras e começar a implementar soluções que integram várias tecnologias.

No quadro da implementação do Plano Estratégico de Gestão de Resíduos (PESGRU), o Ministério do Ambiente está a elaborar um regulamento que vai ditar as regras para a construção dos aterros sanitários a  nível das províncias.

O regulamento poderá entrar ainda este ano em vigor, assim como o das tarifas de gestão de resíduos, que são também um importante instrumento de sensibilização e adoptação de comportamentos adequados à gestão de resíduos e preservação do ambiente.

Ainda no quadro da construção dos aterros, a técnica do Ministério do Ambiente apontou a sequência de  actuação para a construção de aterros que os governos províncias deverão seguir nos próximos tempos e que  constarão na legislação em fase de elaboração

A produção per capita de resíduos em Angola está estimada em 0,46 quilogramas dia, de acordo com dados  da Agência Nacional de Resíduos.

Anualmente esta cifra pode atingir 3,5 milhões de toneladas de lixo e apresentam, na sua composição, elevado volume de areia e matéria orgânica.

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