Preservar o meio ambiente é prioridade em lista de ações esperadas por empresas

Preservar o meio ambiente é prioridade em lista de ações esperadas por empresas

A pesquisa elaborada pela consultoria Walk The Talk by La Maison analisou quais são os problemas atuais mais relevantes que as companhias precisam enfrentar, de acordo com os 4.421 entrevistados (homens e mulheres), de 16 a 64 anos, das cinco regiões do Brasil, das classes ABC.

Com a mudança de pensamento da população nos últimos anos, as preocupações ambientais e sociais têm crescido cada vez mais e as atitudes também. Na pesquisa, foi possível mostrar que problemas de ordem político-econômica são hoje os mais relevantes, mas os brasileiros agem mais em relação a problemas sociais e esperam que as companhias, por sua vez, ajam em questões ambientais.

Dentre as ações esperadas das empresas, estão: desenvolver recursos naturais, fazendo ações como reflorestamento ou neutralização de carbonomudar produtos ou serviços para serem ambientalmente sustentáveisnão fazer testes em animais e fazer embalagens que sejam melhores para o meio-ambiente (ex. reciclável, biodegradável).

Juliana Simão, fundadora da consultoria, explica que a preocupação do consumidor brasileiro está ligada ao resultado direto no cotidiano das pessoas. “Economia de água é uma ação que o Brasil faz muito por questões financeiras, mas a consequência disso é deixar de gastar recursos”.

Mas o levantamento também mostra que as maiores preocupações dos brasileiros seguem sendo as estruturais: desemprego, saúde, pobreza e educação – todas cresceram em relação à última pesquisa. Em seguida, aparecem as questões ambientais, como desmatamento e poluição do ar.

Entre os problemas menos relevantes, estão os direitos LGBTQ+, energia não renovável, consumismo exagerado e favelização. Além disso, temas políticos como manipulação da imprensa e fake news preocupam menos que a média.

Ao analisar o recorte de idade, os mais jovens (16 a 24 anos) se preocupam mais com a diferença de oportunidades entre raças e pessoas LGBTQIA+. Já o aumento da favelização é uma preocupação maior entre pessoas com mais de 35 anos. Os mais velhos (acima de 55 anos), demonstram maior inquietação com o consumo de plástico e energia não renovável.

Outro recorte destacado pela pesquisa mostra que 17% dos entrevistados acreditam que o papel das marcas é ser ativista, enquanto 58% entendem que o papel das empresas é incentivar os consumidores a agirem.

A pesquisa também aborda questões ESG nas empresas, mas de acordo com Simão, as práticas ESG no Brasil ainda não estão muito consolidadas e existe uma diferença entre as 3 letras da sigla ESG.

“Enquanto as preocupações do brasileiro ainda são de base, político econômicas, como desemprego e aumento da pobreza, suas ações estão mais voltadas para o lado social e os consumidores esperam que a maioria das marcas façam algo pelo meio-ambiente. Mas as três atitudes [ESG]fazem parte de um mesmo contexto. As companhias precisam trabalhar o aspecto ambiental, para preservação do meio ambiente, desenvolver ações de incentivo à diversidade e fortalecer a sua governança, pois ela garante que os outros dois itens da sigla sejam feitos”, conclui a fundadora.