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Conviver com cães e gatos pode ajudar na regulação emocional e no combate ao estresse

Conviver com cães e gatos pode ajudar na regulação emocional e no combate ao estresse

Acariciar um animal doméstico libera ocitocina e reduz o cortisol. Conheça os impactos e os limites da convivência com animais para a saúde mental

O contato com um animal doméstico libera ocitocina e reduz o cortisol, ajudando a frear o estresse da rotina, afirma a psicóloga Alessandra Tozatto. Segundo a profissional, para combater a ansiedade e a depressão, os animais ajudam a trazer a mente de volta ao momento presente ao exigirem atenção e carinho.

Acariciar e brincar com eles libera ocitocina e dopamina, além de reduzir o cortisol, ajudando a frear o estresse diário.

Enquanto a mente humana sofre com a ansiedade do futuro ou do passado, os animais vivem o agora e puxam o tutor para a realidade ao pedirem carinho.

A responsabilidade inadiável de cuidar de cães ou gatos pode ser o empurrão que faltava para quem enfrenta quadros depressivos levantarem da cama. Caminhar com o animal facilita a interação com o mundo exterior de forma leve, quebrando a barreira do isolamento para pessoas tímidas e idosos.

A especialista alerta que adotar um animal não substitui a psicoterapia ou a psiquiatria, e a exaustão financeira ou psicológica pode gerar o efeito reverso.

Para quem enfrenta quadros de ansiedade ou depressão, a mente costuma se perder entre a antecipação do futuro e a ruminação do passado. Os animais, por outro lado, vivem o agora.

A ação de alimentar e cuidar também atua como uma âncora que ajuda a levantar da cama e resgatar uma rotina mínima de autocuidado. Outro ponto positivo em caminhar com um cachorro é que o ato funciona como um facilitador social para pessoas tímidas.

Na prática dos consultórios, os especialistas observam que os animais ajudam a quebrar a barreira do isolamento ao incentivarem uma interação com o mundo exterior, gerando conexões leves e seguras.

A especialista faz um alerta importante sobre os limites dessa relação de apoio: “O animal não é remédio”, destaca Tozatto, pontuando que a adoção não substitui o espaço da psicoterapia ou a intervenção psiquiátrica.

Tratar o cão ou o gato como uma solução mágica pode gerar o efeito contrário. Caso o tutor já esteja no limite da exaustão psicológica, a carga financeira e a responsabilidade com o animal podem piorar o quadro de ansiedade.

Com a popularização do tema, os Animais de Suporte Emocional ganharam espaço por fazerem parte de um projeto terapêutico formalizado que garante direitos de acesso. Porém, o benefício psicológico principal continua sendo a conexão genuína.
O que cura não é a espécie, mas a experiência de acolhimento sem julgamentos. “O animal não julga, não cobra expectativas irreais e simplesmente acolhe a pessoa exatamente como ela é”, aponta a professora de psicologia da Afya Centro Universitário Itaperuna.

Essa aceitação incondicional faz com que o tutor recupere o brilho nos olhos de forma gradual. A melhora não surge como um milagre repentino, mas pela retomada da vontade de cuidar e se conectar com a vida.