“Zonas Mortas” nos oceanos crescem e potencializam preocupantes processos de extinção de seres vivos marinhos

Atualmente, muito se discute sobre a poluição dos oceanos, sobretudo por resíduos sólidos, plásticos. Entretanto, um outro tema muito preocupante, raramente tem sido debatido: as “Deadzones”, ou “Zonas Mortas” oceânicas.
Essas regiões (observe a figura) têm apresentado significativa baixa da oxigenação das águas. O oxigênio, assim como para a maior parte das espécies de seres vivos terrestres, é fundamental para a vida aquática, nesse caso, marinha, e sua diminuição provoca triste aumento da morte e extinção de muitas formas de vida desses ecossistemas.
Pesquisas recentes mostram que essa catástrofe, em regiões litorâneas dos continentes, são potencializadas por agrotóxicos, produtos químicos em geral, usados na agricultura e agronegócio. Os próprios resíduos naturais provenientes da pecuária também têm sido apontados como fatores, já que acabam sendo lançados em bacias hidrográficas, que desaguam nos oceanos (toda bacia hidrográfica, a partir de seu rio principal, tem foz em águas marinhas). Em regiões não costeiras, no meio dos oceanos, a diminuição da oxigenação ao que tudo indica tem a ver com o aquecimento global intensificado pela emissão de gases de efeito estufa. Interessados em compreender os processos químicos que produzem a diminuição de oxigênio, basta me mandar mensagem via whats: 32 9 8451 9914.
Tudo isso tem gerado, tudo indica desde a década de 1950, a redução da biodiversidade marinha, com processos de extinção de espécies. Os próprios recifes de corais têm sofrido severos impactos. Muitos cientistas têm dedicado suas vidas a pesquisar o assunto nos últimos anos e é preciso que países como o Brasil, que têm cultura de uso de agrotóxicos, produtos químicos na produção de alimentos, e fortemente baseado no agronegócio e pecuária, atentem-se a isso, valorizando e estimulando a ciência e os pesquisadores que lutam em prol de uma sociedade e humanidade mais sensíveis para com o planeta e toda a biodiversidade.
NOTA DA REDAÇÃO: Delton Mendes Francelino é Diretor Internacional do Instituto Curupira (MG, SP e EUA); Professor Col. Graduação em Ciências Biológicas/ IF Sudeste Campus Barbacena/MG. Site: https://deltonmendes.
