Zâmbia afirma que irá matar 2 mil hipopótamos para controle populacional
O ministro de turismo da Zâmbia, na África, afirmou que o país irá matar até 2 mil hipopótamos que habitam o país nos próximos cinco anos.
Charles Banda disse que a população de hipopótamos não pode ser sustentada pelos níveis de água no rio Luangwa, onde a maioria dos animais estão localizados.
O governo decidiu, portanto, prosseguir com o plano de controlar a população de hipopótamos no leste da Zâmbia.
“O Parque Nacional de South Luangwa tem uma população de mais de 13 mil hipopótamos, mas a área é ideal apenas para 5 mil hipopótamos”, disse Banda, acrescentando que o ecossistema seria ameaçado.
“Mover os hipopótamos para outros corpos de água seria muito caro. No momento, a única opção que temos é matar os animais”.
No país, em 2016, o governo teria suspendido o mesmo plano devido à protestos de ativistas defensores dos animais. A organização britânica Born Free liderou a campanha, descrevendo-a como caça de troféus.
Recentemente, a Born Free em resposta disse em seu site que a Zâmbia não forneceu evidências científicas robustas demonstrando que há uma superpopulação de hipopótamos no rio Luangwa.
“Evidências científicas sugerem que o sacrifício de hipopótamos estimula a reprodução e acaba aumentando a população, potencialmente estabelecendo um ciclo vicioso de morte e destruição”, afirmou.
Born Free havia dito em 2016 que o raciocínio científico para matar até 2 mil hipopótamos quando sua população em toda a África Austral era de 80 mil hipopótamos era questionável.
