Você se preocupa com o aquecimento global provocado pelas emissões de CO₂?
Pesquisa da Ipsos com 27 nações logo após a COP-21, a conferência do Clima em Paris, mostra que apenas um terço das populações de China, Estados Unidos e Rússia classifica o assunto como “muito sério”, apesar dos países serem o primeiro, o segundo e o quarto piores poluidores do mundo.
A maioria da população dos três países também discorda que será possível eliminar completamente o uso de óleo e de gás nos próximos dez anos. Na China, somente 48% dos respondentes disseram acreditar nessa possibilidade, enquanto nos Estados Unidos 39% sinalizaram a medida como possível. Na Rússia, apenas 22% acreditam na possibilidade.
Estima-se que 11% das mortes na China sejam causadas por doenças respiratórias, o equivalente a 1,08 milhão de vidas por ano.
Na Rússia, terceiro maior produtor de trigo do mundo, uma severa onda de calor em julho de 2015, a pior em 130 anos, destruiu lavouras e causou incêndios ao redor do país, o que levou o governo a proibir a exportação do grão e a residentes de Moscou a abandonar a cidade.
Na contramão dos resultados negativos está a América Latina, onde 83% disseram que o assunto é bastante grave. O Brasil está alinhado aos resultados dos vizinhos latino-americanos. No país, 82% da população classifica o tema como “muito sério”, atrás apenas de Colômbia, Peru e Chile no ranking global.
Apesar dos números baixos entre China, Estados Unidos e Rússia, a média global aponta um cenário mais positivo. O estudo mostra que 54% da população veem o aquecimento do globo como um problema muito sério e 41% acreditam que será possível reduzir emissões.
Num ano em que diversos estados brasileiros foram atingidos pela seca e São Paulo enfrentou racionamento de água, quem puxou a alta foram os jovens: o índice de concordância entre aqueles com menos de 35 anos saltou de 74% em 2014 para 81% no ano passado. Entre os mais ricos também houve alta expressiva: saiu de 72% em janeiro de 2014 para 87% em dezembro de 2015.

