Vacinas podem chegar muito tarde para o combate ao zika
A Organização Mundial da Saúde (OMS) comunicou, em 9 de março, que a vacina para combate ao surto de vírus zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, pode chegar tarde demais à população.
A OMS também informou que trabalha com três prioridades com relação à questão: desenvolver testes para detecção de dengue, chikungunya e zika (doenças transmitidas pelo mosquito), criar vacinas de proteção com base em vírus não-vivos para mulheres em idade fértil, e desenvolver ferramentas inovadoras para combater mosquitos transmissores.
Métodos tradicionais de aplicação de repelentes e inseticidas não tiveram um impacto considerável na redução da dengue, de acordo com a organização, o que aumenta a preocupação de como as autoridades devem proceder para impedir a proliferação do Aedes e do vírus zika.
A diretora da OMS, Marie-Paule Kieny, afirmou que os métodos convencionais de prevenção e combate estão perdendo a batalha para o mosquito e é preciso fazer qualquer coisa para reduzir casos de dengue e de zika. Uma dessas possibilidades é usar um mosquito geneticamente modificado para impedir o surto, mas de forma muito rigorosa e controlada.
A proliferação de casos de zika, que pode estar relacionado a casos de malformação congênita, tem a capacidade de atingir até quatro milhões de pessoas nas Américas, segundo a OMS, que declarou estado de emergência internacional devido à doença.
Com agências de notícias
