Tecnologias empregadas na criação de peixes e camarões na PB aumentam competitividade
Promover a sustentabilidade e o uso de novas tecnologias para que os pequenos produtores da carcinicultura e da piscicultura da Paraíba alcancem uma maior competitividade tem sido o objetivo do projeto Aqui Paraíba, do Sebrae PB, que hoje já apoia uma rede de 30 produtores da região do brejo Paraibano, com foco no município de Bananeiras. Através de novas tecnologias como probióticos e rações diferenciadas, é possível alcançar a redução dos custos de produção e consequentemente a maior rentabilidade financeira da atividade.
Parte da tecnologia e inovação levada pelo Sebrae diz respeito ao uso de novos probióticos que permitem a utilização de uma quantidade menor de água para a renovação do viveiro. Com isso, além de trazer um ganho para o meio ambiente, quando levada em consideração a atual crise hídrica por que passa o país, também reduz o custo de produção, ampliando a margem de lucro.
Para quem não sabe, os probióticos são microorganismos vivos que ingeridos de forma frequente trazem benefício para a saúde do animal através da modificação da comunidade microbiana associada ao hospedeiro, causando a otimização do uso da ração ou a melhoria do seu valor nutricional, pela melhor resposta frente a enfermidades e pela melhoria da qualidade ambiental.
Outro recurso tecnológico que tem sido levado ao conhecimento dos produtores por meio do projeto Aqui Paraíba diz respeito às rações dos peixes. “Essas novas rações possuem uma proteína diferenciada para o crescimento do peixe, então eles conseguem alcançar o peso adequado para o mercado com muito menos tempo”, afirma o coordenador de Agronegócios do Sebrae Paraíba, Jucieux Palmeira. Segundo ele, antes era necessário mais de um ano para que o peixe alcançasse cerca de 1 kg; hoje, com o uso da nova ração, esse tempo é de seis a sete meses.
