Síndrome de Burnout é um distúrbio que tem sintomas parecidos com os da depressão
A rotina estressante e a quantidade de tarefas no dia a dia do trabalho podem ser responsáveis por uma doença ainda pouco conhecida, mas que traz graves consequências para a saúde. A Síndrome de Burnout, também conhecida como síndrome do esgotamento profissional, é um distúrbio que tem sintomas parecidos com os da depressão, mas desencadeados pelo trabalho. É um estado de tensão emocional e estresse crônico, provocados por condições desgastantes, sejam elas físicas, emocionais ou psicológicas.
A doença é uma das principais causas de afastamento do emprego e, segundo a psiquiatra do Hospital Rios D’Or, Paula Fernandes, o problema merece atenção. “A Síndrome de Burnout geralmente incorpora sentimentos de fracasso. Seus principais indicadores são o cansaço emocional, a despersonalização e a falta de realização pessoal”, esclarece.
Como qualquer tipo de estresse, a síndrome pode resultar em manifestações psicossomáticas. Normalmente se referem à fadiga crônica, frequentes dores de cabeça, problemas com o sono, úlceras digestivas, hipertensão, perda de peso, dores musculares e alergias. Além disso, podem ser notados sintomas como diminuição e perda de recursos emocionais, irritabilidade, inquietude, dificuldade para a concentração, baixa tolerância, comportamento agressivo e baixa autoestima. Em alguns casos, pode haver aumento no consumo de café, álcool, fármacos e drogas ilícitas.
PROFISSÕES
A síndrome de Burnout é uma doença que se desenvolve como resposta ao estresse ocupacional crônico e pode ser encontrada em qualquer profissão. Mas, em especial, naquelas que trabalham em contato direto com pessoas em prestação de serviço. É o caso dos profissionais das áreas de saúde, educação, assistência social, recursos humanos, bombeiros, policiais, advogados e jornalistas.
Apesar do tratamento envolver profissionais especializados em Saúde Mental, como o Psicólogo e o Psiquiatra, nos casos em que seja possível, é recomendado procurar também o Médico do Trabalho da empresa ou outro profissional que possa ajudar a reduzir a carga emocional envolvida na atividade laborativa em questão. Mesmo assim, pode ser necessário o afastamento do trabalho por um tempo e o uso de medicamentos, conforme orientação médica.
