Rio Gramame: Análise descarta poluição química, porém aponta crime ambiental
Não houve contaminação química nas águas do Rio Gramame, município de Conde. Foi o que constatou análise feita pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) que recolheu amostras de resíduos sólidos derivados de papelão despejados no rio.
Ainda assim houve crime ambiental e a empresa responsável pelos dejetos, a Conpel, será autuada de acordo com o tamanho do dano para o meio ambiente. “Nós encaminharemos o relatório para a equipe de fiscalização da Sudema que se encarregará de aplicar a multa”, explicou Marcelo Cavalcanti, superintendente do órgão.
A denúncia de poluição no Rio Gramame foi feita no último dia 16. O papelão estacionado alterou os parâmetros da água mas não foi suficiente para contaminar. Também não houve mortandade de peixes, o que significa que a redução do oxigênio da água não foi tão importante, segundo o relatório.
A responsável pelo despejo do material no rio é a Conpel, fabricante de papel. Na ocasião a Sudema e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) foram ao local, constataram a infração e embargaram a empresa, que apresentou problemas na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).
A Conpel, que justificou dizendo ter havido vazamento na bacia de contenção da fábrica, foi orientada a fazer a retirada do produto, que chegou a cobrir toda a superfície da água, formando uma espécie de camada densa.
