Reservatórios de água estão em estado crítico no Ceará

O período de chuvas praticamente acabou no Ceará, mas os reservatórios estão em estado crítico.

O nível de um açude em Pentecoste, a 90 quilômetros de Fortaleza, desde a inauguração há 60 anos, é o mais baixo da história.

Quase todos os reservatórios monitorados do estado estão com volume abaixo de 30%, inclusive o Castanhão, que é o maior deles, e o Cedro, que é o mais antigo. O de Pentecoste, quinto maior do estado, está com 1% da capacidade.

A captação de água para consumo humano e para plantações acontecia em comportas que agora viraram referência para o baixo nível do açude. A água que sobrou agora só pode ser destinada para o consumo humano.

Quem dependia dessa água para fazer a terra produzir teve que recorrer a alternativas, como o poço profundo.

Nas plantações de coqueiro, sobreviveu quem conseguiu empréstimo para cavar poços, mas foram poucos.

“Na cultura do coqueiro, em que Pentecoste era o segundo maior do estado do Ceará, nós tivemos uma perda de 93%”, explica Glayson Guimarães, secretário de Agricultura de Pentecoste.

Este ano, até agora, choveu 45% a menos do que a média do estado para o período.

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