Raro desabrochar de ‘flor cadáver’, com cheiro de carne decomposta, atrai multidão
Florações de planta nativa de Sumatra são raras e imprevisíveis e pode levar anos entre uma e outra. Flor emite cheiro de carne podre para atrair insetos polinizadores que são carnívoros, e decai em poucas horas; em risco de extinção, cada exemplar pode atingir até três metros de altura.
Uma multidão esperou horas em fila para ver a rara e rápida floração de uma gigante e fedorenta Sumatram Titan arum, também conhecida como flor cadáver, no Jardim Botânico da Universidade de Varsóvia, na Polônia, no domingo e na segunda-feira (14).
A flor, que emite um cheiro semelhante ao de carne em decomposição para atrair insetos polinizadores que são carnívoros, já começou a decair na segunda-feira.
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Visitantes observam a rara floração da Sumatram Titam arum, ou flor cadáver, no Jardim Botânico da Universidade de Varsóvia, no domingo (13) — Foto: AP Photo/Monika Scislowska
Aqueles que desejaram evitar as filas – e o mau cheiro – puderam assistir todo o processo ao vivo em um vídeo disponibilizado pela Universidade de Varsóvia. Quem optou por ir até o Jardim Botânico pessoalmente pode passar rapidamente pela planta e tirar uma foto.
Também conhecida como Amorphophallus titanum, a planta tem a maior florescência sem galho do mundo, que pode chegar a três metros de altura. Suas florações são raras e imprevisíveis e pode levar anos entre uma e outra.
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Visitantes observam a rara floração da Sumatram Titam arum, ou flor cadáver, no Jardim Botânico da Universidade de Varsóvia, no domingo (13) — Foto: AP Photo/Monika Scislowska
A planta só cresce na natureza nas florestas úmidas de Sumatra, mas está em risco de extinção lá por causa do desflorestamento. O cultivo em jardins botânicos, onde são uma grande atração para visitantes, tem ajudado em sua preservação.
Sua primeira floração conhecida fora de Sumatra foi em 1889, no Jardim Botânico Real de Londres, em Kew.
