Projetos apoiados pela Fapemig ajudam a recuperar a Bacia do Rio Doce

Desde o rompimento da barragem de Fundão no município de Mariana, em 2015, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) tem voltado esforços para a recuperação da Bacia do Rio Doce, afetada pelo despejo de milhões de toneladas de rejeitos de mineração. Até o momento, foram realizadas duas ações para o desenvolvimento de tecnologias e outra para apoiar redes de pesquisa.

Alguns fatores foram determinantes para a escolha dos projetos, como soluções objetivas e o trabalho a ser desenvolvido em rede por instituições e comunidades, podendo o conhecimento adquirido ser utilizado no futuro em outras bacias degradadas.

Outro aspecto avaliado é o nível de recuperação da bacia. A intenção é fazer com o que o Rio Doce volte aos mesmos níveis de qualidade que tinha há cerca de 20 anos.

O investimento da Fapemig é de R$ 4 milhões. Outra parte vai ser financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Agência Nacional das Águas (ANA). Atualmente, os projetos estão em fase de contratação e assinatura do Termo de Outorga.

Tecnologias para recuperação

Foram contratadas 29 propostas: seis estão dentro da linha temática “Recuperação do Solo”, sete na “Recuperação da Água”, oito na “Recuperação da Biodiversidade” e oito na linha “Tecnologias Sociais”.

Ação em andamento

Entre os projetos escolhidos está o “Tecnossolos do Rejeito de Mineração de Ferro da Barragem de Fundão”, do professor Carlos Ernesto Gonçalves Reynaud Schaefer, da Universidade Federal de Viçosa (UFV). O plano é recuperar áreas de cultivo degradadas sem retirar os rejeitos que foram despejados. O trabalho começou a ser desenvolvido poucos dias após o rompimento da barragem e passará a ter o apoio da Fapemig. Cerca de 30 hectares entre os municípios de Barra Longa e Rio Doce já foram recuperados e apresentam resultados positivos para produção agrícola, por meio de técnicas de correção de solo. São utilizados métodos de cobertura com materiais agrícolas, aliados à correção do solo com adubação ou calcário. Outros 90 hectares estão em tratamento ou pesquisa. A expectativa é levar as técnicas desenvolvidas para os locais de cultivo ao longo da bacia. Cerca de 500 hectares têm potencial de recuperação.

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