Projeto que reabilita animais marinhos no Sul é referência internacional

Maior atração é o leão-marinho de 300 quilos, o único mantido em cativeiro

Equipe do CRAM ajuda tartaruga que ingeriu plástico jogado no mar (Foto: Globo)
Equipe do CRAM ajuda tartaruga que ingeriu plástico jogado no mar (Foto: Globo)

 

Preservar o meio ambiente é bom para todos. Além de cuidar das nossas florestas devemos respeitar, também, os animais. É isso que um grupo de biólogos está fazendo na cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. O trabalho deles no Centro de Reabilitação de Animais Marinhos (CRAM) é referência internacional. Dentro do espaço mantido pela Universidade Federal de Rio Grande já passaram pinguins, albatrozes, tartarugas e um leão-marinho, que é quem chama realmente a atenção dos visitantes.

O local funciona como um hospital, limpando pinguins sujos pelo óleo jogado ilegalmente por embarcações, ou tratando tartarugas que ingerem lixos jogados na água. Quem lidera a equipe do CRAM desde o início é Lauro Barcellos.

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— Quem nos ajudava na clínica eram os médicos amigos da nossa cidade. Junto com eles que estudavam a medicina humana, nós fazíamos o trabalho de reabilitação dos animais marinhos — conta Lauro.

Hoje, o centro é um local de pesquisa de universitários de todo o Brasil e referência para o mundo todo em desastres ambientais envolvendo animais marinhos. Mas a maior atração do CRAM é o leão-marinho de 300 quilos, o único mantido em cativeiro. Ele foi encontrado na tubulação de uma refinaria de petróleo no porto da cidade há 22 anos. A equipe já tentou devolver o animal a natureza quatro vezes, mas ele gostou tanto do local que nunca quis ir embora. Os pesquisadores, porém, afirmam que ele é uma exceção e nenhum outro animal será mantido em cativeiro.

Fonte: Rede Globo – Como Será?

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