Projeto Cachoeira une plataformas como esporte, ciência e educação
Idealizador é Pedro Oliva, recordista mundial em saltos em quedas d’água
O meio de transporte, um caiaque. O ambiente, o Rio Paraíba do Sul. O objetivo, coletar amostras da água do rio e registrar as variações climáticas no percurso. O recordista mundial em saltos em cachoeiras Pedro Oliva pensou e embarcou na aventura de percorrer da nascente do Paraíba do Sul, em Paraitinga, na Serra da Bocaina, em São Paulo, até a foz, em São João da Barra, no Rio de Janeiro. Ao todo foram 2.137 quilômetros percorridos em 61 dias. Assim é o Projeto Cachoeira, pesquisa sobre um dos rios mais importantes para o sudeste do país.
Uma sonda acoplada ao caiaque está permanentemente ligada para monitorar a água do rio. O aparelho analisa oxigênio, pH, turbidez, entre outras informações. O caiaque também está conectado a um balão, cuja corda que está presa ao caiaque está equipada com um sensor de temperatura e umidade. A cada minuto ela registra a temperatura e a umidade.
Há também uma pequena estação meteorológica que capta as medidas de temperatura e umidade mais próximas da água, além de pressão atmosférica, informações sobre o vento. Tudo isso, sincronizado com um GPS.
— Esses dados serão analisados posteriormente em trabalhos de conclusão de curso, dissertações de mestrado, trabalhos de pesquisa pura — explica o pesquisador do Inpe Luciano Pezzi.
Faça chuva ou faça sol, Pedro Oliva passa 12 horas no rio para coletar os dados.
Este projeto reúne uma parceria entre o canoísta e pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Engenharia Ambiental da Unesp, escola de Engenharia da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) e Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), com o objetivo de quantificar as medidas biofísicas relacionadas ao Rio Paraíba do Sul e contribuir para a geração de uma cultura da prevenção de riscos de desastres naturais e de preservação do rio e suas nascentes, por meio de atividades participativas da nascente a foz deste rio de forma a gerar uma inovadora estratégia de coleta e análise de dados bottom-up.
Fonte: Rede Globo – Como Será?
