Projeto Albatroz desenvolve ações para reduzir a mortalidade da ave

Pescadores usam nos barcos de pesca o toriline, um emaranhado de fitas coloridas que funciona como uma espécie de espantalho marinho

Em 2011, foi criado o Projeto Albatroz  na escola, que busca conscientizar as crianças para a preservação da ave (Foto: Globo)Em 2011, foi criado o Projeto Albatroz na Escola, que busca conscientizar as crianças para a preservação da ave (Foto: Globo)

 

O albatroz pode viver até 80 anos e é uma das maiores aves da natureza: pode medir até três metros e meio de uma ponta a outra das asas. Mas o tamanho não o livrou da lista das aves criticamente ameaçadas de extinção. Os albatrozes podem ter um único parceiro a vida toda e a reprodução é lenta: a fêmea põe um ovo a cada dois anos. Mas o que tem provocado a diminuição da espécie na natureza é a captura acidental pelos anzóis dos pescadores.

Essa história começou a mudar por causa de uma ideia importada da Austrália e adaptada por um pescador do sul, o Projeto Albatroz. Funciona assim: os pescadores passam a usar nos barcos de pesca de grandes peixes o toriline, um emaranhado de fitas coloridas que funciona como uma espécie de espantalho marinho.

As ações da ONG não ficaram só voltadas para os pescadores. Em 2011, foi criado o Projeto Albatroz na Escola. Mais de 13 mil alunos do Ensino Fundamental e 800 professores dos colégios de Santos já foram capacitados. Através de jogos, brincadeiras e palestras as crianças aprendem a importância da conservação dessas aves. A professora Camila Dutra fala sobre o projeto.

— Eles são muito mais conscientes do que a gente. Eles sabem o papel que eles têm na natureza, no meio ambiente, o que eles podem fazer para modificar o futuro deles. Todos os dias a gente trabalha em cima disso, em cima da preservação. Eu acho que o mundo tá em mudança — conclui.

Fonte: Rede Globo – Como Será?

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