Portugal rejeita proposta de proteção ao lobo-ibérico apesar de restarem poucas alcateias no país
A luta pela sobrevivência do lobo-ibérico em Portugal está longe de acabar. O parlamento português rejeitou na última sexta-feira (06/03), uma proposta apresentada pelo PAN (Partidos das Pessoas, Animais e Natureza) que pedia um reforço na proteção do lobo-ibérico – cada vez mais perseguido por agricultores, caçadores e com perda acentuada do habitat natural.
Segundo as estimativas mais recentes do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), há 75 lobos ibéricos no território português. A proposta do PAN pretendia que o governo assegurasse “a concretização dos objetivos operacionais que se encontram definidos no PACLobo (Plano de Ação para a Conservação do Lobo Ibérico em Portugal), que deveriam ter sido apresentados até novembro de 2019”.
O documento recomendava ainda que fosse concluído, até final de 2020, o “novo censo nacional do lobo”, a proibição da alteração do uso de solos nas “áreas nas quais ocorre atualmente o lobo-ibérico e nas áreas onde ocorreu historicamente” e a implementação de “uma rede de censos populacionais das presas silvestres do lobo-ibérico (corço, veado, javali, cabra-montês)”.
Outras medidas propostas pelo PAN são: um mapa de risco de mortalidade ilegal, manual de atuação em casos de suspeita de envenenamento, captura e morte ilegal de lobo e um protocolo de recuperação de lobos acidentados com objetivo de sua devolução à natureza. O PAN pretende continuar com um movimento em defesa do lobo-ibérico convencendo outros partidos políticos a abraçarem a causa.
