População e turistas comentam o que fazem para reter os resíduos nas praias

Limpar as praias ou prevenir para que o lixo não chegue a esses ambientes? A praia é um excelente local para diversão, mas o que deve haver em conjunto com este prazeroso lazer é a consciência da preservação ambiental. Apesar de décadas de esforços para prevenir e reduzir o lixo no mar, há evidências de que o problema é persistente e continua a crescer. Preocupada com essa agressão ao meio ambiente, a Associação Brasileira dos Jornalistas de Turismo da Paraíba (Abrajet-PB) criou o Projeto Limpa Praia, voltado para a conscientização de moradores e turistas.

Estudos apontam que bilhões de toneladas de lixo são jogados nas praias todos os anos. Esses resíduos possuem grande capacidade de dispersão por ondas, correntes e ventos, podendo ser encontrados no meio dos oceanos, à beira-mar, areias e em áreas remotas. Além disso, podem causar doenças e deixam uma péssima impressão em turistas que visitam as orlas.

Neste período de Carnaval, as praias de João Pessoa ficam lotadas, e, consequentemente, aumenta a quantidade de lixo deixado pelos banhistas. Ivonete Paiva, aposentada, menciona que a limpeza do local pode melhorar, principalmente para garantir o turismo da cidade. Para ela, faltam educação e conscientização das pessoas, em não jogar o lixo nas proximidades das praias e manter as lixeiras conservadas. “As pessoas têm que ser mais educadas, não jogar lixo e mesmo retirá-lo quando ver pelo chão. Há muitas lixeiras espalhadas, mas muitas estão quebradas, é muita falta de conscientização das pessoas. O que o turista pensa quando vê isso?”, questiona.

Gysllayne Mariane vende coco, refrigerantes, água e serve café da manhã e almoço, junto com o pai, há mais de dois anos, na orla. Ela explica que a limpeza é feita em conjunto e que cada um faz a sua parte. “Quando a gente chega aqui logo cedo o pessoal da Emlu já está limpando, então pedimos sacos para recolher o nosso lixo durante o dia. Outra forma é juntarmos em cima do carro e no fim do dia quando eles passam, recolhem. Porque não adianta eles fazerem a parte deles se não fizermos a nossa”.

Yschaya sugere que a Prefeitura distribua sacolas plásticas pela orla, a fim de facilitar o recolhimento dos resíduos dos banhistas, além de mais campanhas de conscientização. “Eu ando com a minha cadela e mesmo quando esqueço a sacolinha pego por aqui mesmo, nesses locais que disponibilizam saquinhos, para quando estivermos com os bichinhos recolhermos sujeiras e fezes que eles deixam, é o nosso dever. A Prefeitura deveria investir mais nisso e, sobretudo, em campanhas educativas para conscientizar a população”.

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