Poluição do ar está relacionada a maiores taxas de mortalidade por coronavírus

As informações coletadas também servirão como aporte para o estudo de outras doenças que possam estar ligadas à qualidade do ar.

Um novo estudo realizado pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard aponta que pacientes com coronavírus expostos a altos níveis de poluição do ar são mais propensos a morrer em decorrência do vírus do que aqueles que vivem e passam a maior parte do tempo em áreas onde a qualidade do ar é mais limpa e rarefeita.

Os pesquisadores coletaram dados de 3 mil municípios norte-americanos, cerca de 98% da população dos Estados Unidos, e examinaram os níveis de material particulado fino (PM 2.5), um indicador de qualidade do ar. O estudo comprovou que o aumento da exposição a longo prazo ao PM 2,5 levou a um aumento de taxas de mortalidade por Covid-19. Pessoas que vivem em municípios com altos níveis de poluição têm 15% mais chance de morrer por coronavírus.

Segundo a professora de Bioestatística da Universidade de Harvard, Francesca Dominici, a pesquisa ajuda a traçar estratégias para contenção da crise em pontos chaves. “Este estudo fornece evidências de que municípios que têm ar mais poluído irá experimentar maiores riscos de morte por Covid-19. Serão os que terão maior número de hospitalizações, maior número de mortes e onde muitos dos recursos devem ser concentrados”, diz a especialista em estatística.

Para John R. Balmes, porta-voz da Associação Americana do Pulmão e professor de Medicina da Universidade da Califórnia, esses dados são muito importantes para desenvolver políticas para proteger pacientes de bairros mais pobres, geralmente expostos a níveis mais altos de poluição. As informações coletadas também servirão como aporte para o estudo de outras doenças que possam estar ligadas à qualidade do ar.

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