Plantas exóticas invasoras castigam a caatinga e provocam danos ao meio ambiente
Além do aquecimento global, a caatinga enfrenta outras adversárias. Há décadas, plantas exóticas e exóticas invasoras provocam danos ao meio ambiente e ao sistema produtivo sem que os moradores da região tenham se dado conta do perigo.
Ao contrário, veem algumas espécies como benéficas e naturais do bioma, quando foram introduzidas no bioma desde o Brasil Colônia. Um grupo de estudo da Univasf, coordenado pelo professor Juliano Ricardo Fabricante, identifica essas vilãs que se passam por mocinhas.
A lista de espécies do quarto volume, lançado neste mês, traz plantas bastantes conhecidas, como a leucena, a amargosa, o capim-pé-de galinha e capim-de-burro.
E a aparentemente inofensiva boa-noite. De flores rosas e brancas, a boa-noite ocupa quintais, terreiros e roças do semiárido, tirando o melhor do solo, produzindo substâncias tóxicas para animais e seres humanos e hospedando pragas.
Os quatro livros da Univasf detalham 20 de 63 espécies inventariadas pelo Centro de Referência Para Recuperação de Áreas Degradadas.
Mas a relação dessas espécies é bem maior. Uma lista, publicada no ano passado, indicava mais de 130 plantas naturalizadas, equivalentes a exóticas, na caatinga.
É difícil prever as consequências futuras desse cenário. Para revertê-lo ou amenizá-lo, precisa-se criar políticas e rubricas nos orçamentos público para se combater essas plantas.
A tendência é o agravamento de problemas ambientais e econômicos para um bioma presente em mais de dois terços de Pernambuco.
