Pica-pau-do-parnaíba, a mais rara ave da Ilha do Bananal, sumiu por 80 anos

Mais de 450 espécies de aves consideram o Parque do Cantão o ambiente perfeito para viver com tudo que precisam: água, muito verde e comida abundante. O local é um paraíso para as aves e para observadores de pássaros também.

Por ser um encontro de biomas, a região da Ilha do Bananal tem aves da Floresta Amazônica e do Cerrado. Juntar tantas aves diferentes provoca uma cantoria que se escuta de longe.

Lá também é o território das garças, mas nenhuma é tão grande quanto a garça-moura, que pode chegar a um metro e oitenta. Um parente próximo é a garça-da-mata, um bicho que não é fácil de ser visto. Uma grande ave com penas compridas na cabeça é o jacu-cigana. Não parece, mas ela tem algo em comum com o boi. As semelhanças estão no processo digestivo: os dois são ruminantes.

Mas entre as dezenas de espécies que povoam a região do Cantão e da Ilha do Bananal, nenhuma é tão difícil de se ver quanto o pica-pau-do-parnaíba. Os biólogos Renato Torres e André Grassi, da Universidade Federal do Tocantins, monitoram a espécie, que chegou a ficar 80 anos ser sem vista.

O alerta dos biólogos é para evitar que o pica-pau-do-parnaíba volte a desaparecer. Para ver a espécie rara, a equipe do Globo Repórter embarcou em uma expedição desafiadora e acompanhou os biólogos em uma aventura.

 Ilha do Bananal é um paraíso para as aves (Grep)  (Foto: Globo Repórter) Mais de 450 espécies de aves vivem no Parque do Cantão

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