Pesquisadores tentam salvar o macaco galego do perigo da extinção

Por causa do desrespeito ao lugar onde os macacos galegos vivem — as matas de muitos estados do Nordeste — eles chegaram a ser declarados extintos. Mas, há quase uma década, a espécie voltou a ser vista na natureza. Isso graças ao trabalho de biólogos e defensores apaixonados pelo animal.

Em Mataraca, zona da mata da Paraíba, os macacos atraem pesquisadores do Centro de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Desde 2010, eles se dedicam à conhecer melhor a espécie para tentar salvá-la do risco de extinção. Apesar de inteligentes e muito belos, eles ainda são muito desconhecidos pela ciência.

— Existem vários esforços de outros pesquisadores e de nós aqui trabalhando com populações diferentes e juntando essas informações para poder fazer o possível para tentar livrar esses animais desse perigo em que eles se encontram. Mas a gente ainda tem um longo caminho pela frente — afirma Bruna Bezerra, professora de Biologia na UFPE.

Quando não estão na mata atrás dos macacos, os pesquisadores passam horas observando os animais, tirando fotos e anotando tudo. Eles instalaram um local com milho para atrair os animais e observá-los mais de perto. Na instalação, câmeras ficam a postos para captar qualquer movimento.

No total, os pesquisadores calculam que a população chegue a mil animais. Mas ainda não dá pra dizer que eles estão a salvo. O futuro dos macacos galegos está diretamente ligado à preservação da Mata Atlântica.

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