Pesquisadores criam versões veganas de produtos de origem animal

Os produtos foram consumidos e aprovados por 50 pessoas, sendo 30 delas onívoras

Pesquisadores do Laboratório de Análise Sensorial de Alimentos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) criaram versões veganas de produtos de origem animal e os alimentos tiveram grande aceitação por parte dos consumidores.

Foram feitas pastas veganas com sabores que imitam camarão e queijo. Os pesquisadores têm o objetivo de avaliar e aperfeiçoar os produtos, para garantir estudos de desenvolvimento e comercialização no mercado.

A pesquisa é de responsabilidade da técnica de laboratório Katharina Sassi, do professor Ricardo Targino, coordenador do laboratório, e dos estudantes de engenharia de alimentos, Victor Barros e Cecília Monteiro. As informações são do portal G1.

Cinquenta consumidores experimentam os produtos. Trinta deles são onívoros, o restante está dividido entre veganos, vegetarianos e pessoas que, apesar de ainda serem onívoras, consomem produtos de origem animal poucas vezes na semana.

Para criar uma pasta com sabor e coloração parecidos com os de camarão, os estudantes Cecília Monteiro e Victor Barros criaram um produto que tem páprica doce, páprica defumada, polvilho doce, polvilho azedo, levedura nutricional e leite de coco como ingrediente-chave. A pasta com sabor semelhante ao queijo tem castanha de caju e  orégano entre os ingredientes. Todos os consumidores aceitaram bem os produtos, aprovando o sabor e a textura.

A estudante Cecília Monteiro lembrou que o número de veganos e pessoas que se alimentam apenas de vegetais tem crescido muito.

“O estudo foi muito importante pois, visando a ocorrência da adaptação de pessoas que partem do consumo de carne para o consumo de alimentos a base de plantas, eles estão buscando produtos que sejam atrativos não apenas nutricionalmente, mas sim sensorialmente, que ofereça as mesmas características como sabor, gosto, promova textura e aroma semelhante ao produto original ao qual estava habituado a consumir”, disse Cecília.

O próximo passo do estudo é avaliar propriedades de derretimento das pastas e a quantidade de proteínas. Uma embalagem para melhor armazenamento e a inclusão de aditivos que garantam maior durabilidade dos alimentos também estão sendo analisadas.

O projeto faz parte do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Cecília, do curso de engenharia de alimentos.

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