Pesquisa sobre descarte apropriado de lixo perigoso está em fase final

Por dia, cerca de 79 mil toneladas do lixo que produzimos no Brasil não tem destino correto. Isso representa 41% dos resíduos gerados. No meio disso tudo, sempre pode haver algum material perigoso à saúde e que pode contaminar solo e água. Pensando nisso, pesquisadores do Rio de Janeiro desenvolveram um sistema de rádio frequência que rastreia esse lixo perigoso, garantindo, assim, que ele tenha um destino correto.

Para o professor de Monitoramento Ambiental da Universidade Veiga de Almeida (UVA) Felipe Brasil, o descarte irregular de resíduos traz muitos prejuízos para a sociedade e o gerador, além de ser crime ambiental

— O lixo traz muito risco químico e físico associado — garante.

Lâmpada fluorescente, óleo de cozinha, remédios vencidos, produtos de limpeza, raticida, cupinicida e baraticida, além de cosméticos como tinta para cabelo, esmalte e acetona, são alguns exemplos do que descartamos em casa e que são considerados lixos perigosos.

A solução pode estar na pesquisa desenvolvida por professores e alunos em parceria com duas empresas. Uma etiqueta é colocada no recipiente que contém o lixo. Dentro dessa etiqueta, uma antena e um chip carregam todas as informações sobre a pessoa ou empresa que está descartando o lixo, e também sobre o tipo de resíduo.

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