Pesquisa paraibana mostra melhora clínica em pacientes atendidos pela medicina vibracional

Inserir a participação do indivíduo no centro da própria consciência e trabalho de cura, começando por transformar hábitos doentios em saudáveis. Essa é a proposta da medicina vibracional, que utiliza práticas terapêuticas da aplicação de passes magnéticos, corrente mentoeletromagnética, musicoterapia, acupuntura, geoterapia, alimentação, fitoterapia e cirurgias fluídicas e ectoplasmáticas, além do esforço individual para autocura daqueles que buscam ajuda. Pacientes submetidos a tratamento com os recursos terapêuticos da medicina vibracional têm obtido significativa melhora clínica.

Para a pesquisadora do Centro de Ciências da Saúde da UFPB, Maria Emília Limeira Lopes, a medicina vibracional é a medicina da alma, medicina espiritual ou medicina dos Espíritos. É uma medicina abrangente, sistêmica e profunda porque trabalha nos corpos físico, emocional, mental e espiritual, os quais, por se encontrarem intimamente relacionados, reagem, de maneira constante, uns sobre os outros. “A medicina vibracional, por considerar as múltiplas dimensões do ser humano e a relação deste com o universo, assume uma perspectiva metafísica, que chamamos aqui de cósmica. Ela não somente trata os corpos que compõem o ser espiritual, mas o conduz ao autoconhecimento. Com o conhecimento de si, o ser humano passa a se reconhecer como ser espiritual, a desenvolver respeito pelos corpos que o compõem e entendimento para o autocuidado, de maneira a buscar o próprio equilíbrio e a se relacionar melhor com todos os outros seres humanos e com a Natureza”, detalha.

A professora Maria Emília Limeira Lopes lançou recentemente, em João Pessoa, o livro intitulado Medicina Vibracional: Uma Cosmovisão da Saúde. O livro reúne resultados de uma pesquisa de campo, de natureza qualitativa, realizada com treze assistidos e três assistentes do setor de Educação e Pesquisa da União Espírita Diogo de Vasconcelos Lisboa (UEDVL), instituição sediada no bairro Costa e Silva, na Capital, e que acolhe pacientes que buscam tratamento e cirurgias de práticas espirituais com processos da ectoplasmia, entre outras práticas terapêuticas, sem dispensar os tratamentos médicos convencionais que devem correr em paralelo. O estudo feito pela doutora Maria Emília revelou que todos os pacientes que participaram da pesquisa obtiveram melhora clínica.

Maria Emília explica que alguns autores tendem a considerar a medicina convencional e a vibracional como áreas distintas entre si. Ela acrescenta que, no entanto, é possível entender a prática dessas duas medicinas de uma maneira mais ampla e inclusiva, em uma cosmovisão. “A medicina terrena atua no corpo mais denso, o corpo físico, entretanto, não se separa da medicina vibracional”, complementa.

A pesquisadora revela que a medicina vibracional utiliza a energia em várias formas e frequências, manipulando essa energia e gerando ação curativa. Esta ação se opera pela substituição de uma energia deletéria em energia de efeitos benéficos ao corpo físico. “Dentre as variadas terapêuticas vibracionais dessa medicina da alma, destacamos o passe magnético, a água magnetizada, o tratamento desobsessivo por corrente mentoeletromagnética, as cirurgias fluídicas e ectoplasmáticas. Estes são exemplos de terapêuticas vibracionais ─ verdadeiros recursos preventivos e restauradores da saúde do ser humano”, destaca.

A pesquisa – Na pesquisa feita por Maria Emília Limeira, foram incluídas treze pessoas que buscaram a União Espírita Diogo de Vasconcelos Lisboa (UEDVL), com a finalidade de encontrar solução para algumas doenças e que receberam as terapêuticas vibracionais realizadas nessa instituição, sobretudo cirurgias espirituais – fluídicas e ectoplasmáticas – realizadas pelo médico espiritual, através do médium. A pesquisadora acrescenta que foram realizadas entrevistas com essas pessoas, as quais foram transcritas na íntegra, respeitando a maneira de cada um expressar seus sentimentos e emoções, trazendo, portanto, depoimentos fidedignos. “Além dos discursos obtidos por meio de entrevistas gravadas, utilizamos um questionário com perguntas relacionadas ao assunto da pesquisa e os documentos médicos (laudos) e resultados de exames complementares de alguns assistidos que participaram desta pesquisa, realizados antes e após a terapêutica vibracional recomendada na UEDVL. Esses exames foram utilizados com a finalidade de realizar uma análise comparativa dos resultados, o que contribuiu para respaldar a melhora clínica total ou significante obtidas por eles”, constata.

Quanto aos resultados obtidos nesta pesquisa, conforme os depoimentos das 13 pessoas, Maria Emília observa que todos os pacientes afirmaram ter obtido significativa melhora clínica e, em alguns casos, completo restabelecimento da saúde. “Com base na comparação dos resultados dos exames médicos, constatamos que a terapêutica vibracional fez uma modificação positiva e significativa na saúde dessas pessoas, inclusive com mudanças para melhor no padrão mental e no estilo de vida delas. Em poucos casos selecionados, apesar de os exames complementares não terem mostrado grandes mudanças, verificamos uma significativa melhora dos sintomas, confirmada nos depoimentos dos assistidos”, testifica.

Considerando que a medicina clínica é soberana, ela diz poder afirmar que o tratamento com a medicina vibracional fez uma intervenção valiosa. “A melhora evidenciada nos treze casos clínicos examinados com base na medicina vibracional foi o resultado de um conjunto de ações terapêuticas vibracionais e da participação ativa de cada assistido no seu tratamento, de acordo com a abertura que cada um fez no sentido de curar-se”, assegura.

Casos clínicos – Maria Emília Limeira destaca, entre os casos clínicos que foram objeto de seu estudo, e que encontram-se relatados no livro Medicina Vibracional – Uma Cosmovisão da Saúde, o de uma senhora de 51 anos de idade, professora universitária que chegou à UEDVL com queixa de dor crônica intensa na coluna lombar, com irradiação para os membros inferiores e com dormência grave bilateral, permanecendo a maior parte do tempo deitada e com comprometimento significativo das atividades da vida diária. “Ela já havia realizado múltiplas consultas com médicos especialistas em neurocirurgia, tendo sido diagnosticada hérnia de disco lombar extrusa, através de ressonância nuclear magnética. Todos os especialistas foram unânimes em afirmar a necessidade do procedimento cirúrgico, pois existia uma intratabilidade clínica, do ponto de vista da medicina convencional. Ela então agendou o procedimento cirúrgico convencional. Entretanto, com receio da complexidade da neurocirurgia, decidiu realizar a terapêutica vibracional na referida instituição. Após este citado tratamento fez outro exame da coluna lombar que evidenciou o desaparecimento da hérnia de disco. Atualmente encontra-se sem nenhum sintoma e retomou as suas atividades normais”, relata.

Outro caso clínico que Maria Emília destaca é o de uma jovem de 29 anos, que recebeu o diagnóstico médico de obstrução bilateral das tubas uterinas e impossibilidade de engravidar de modo natural, apenas restando a possibilidade através da fertilização in vitro. A paciente realizou o tratamento pela medicina vibracional, sobretudo a cirurgia espiritual. Após dois meses, realizou o teste de gravidez com a confirmação da gestação, comprovando a eficácia da terapêutica espiritual.

“Cumpre frisar que a medicina vibracional não se opõe à medicina convencional, mas atua de maneira complementar. Todos os assistidos são orientados a manter o tratamento convencional, visto que somente o médico do plano físico é quem tem a autoridade de modificar ou suspender a terapêutica instituída por ele. A medicina vibracional preserva a autonomia e a autoridade de cada um no cuidado de si, porquanto revela um respeito profundo pelo ser humano. Por essa razão, todos os recursos terapêuticos de prevenção, restauração e manutenção da saúde que ela disponibiliza só se efetivam se o paciente resolver mobilizar, de dentro para fora de si mesmo, todos os recursos internos de cura, dos quais é possuidor, através do estreito caminho do autoconhecer-se para poder autocurar-se”, observa.

No entender da pesquisadora, a medicina vibracional possui um propósito superior ligado à própria evolução do ser: não se prende à cura do corpo físico, mas reintegra o ser humano no contexto de sua experiência atual de vida e nas leis cósmicas. A medicina vibracional hoje já está incorporada ao conjunto de práticas que compõem a medicina alternativa complementar (MAC), que vem sendo bastante difundida no mundo. No Brasil tem já aceitação através de trabalhos desenvolvidos nas principais universidades das grandes metrópoles.

Repercussão – O engenheiro Ronald Escorel Borges Filho, que se dedica ao estudo das questões mediúnicas e doutrinárias do Espiritismo, afirma que ao ler o livro Medicina Vibracional: Uma Cosmovisão da Saúde, de Maria Emília Limeira, viu uma sólida base de pesquisa da filosofia e ciência espírita, muito bem concatenadas, de maneira que oferecem ao leitor um bom convencimento sobre o caráter científico que, no seu entender, a autora pretende aplicar na natureza de seu trabalho a despeito da mística com que muitos assistidos encaram os resultados do tratamento espiritual que receberam. “É indubitavelmente uma produção requintada com todo o rigor acadêmico e, por isso, digna de figurar no rol da bibliografia espírita ou espiritualista, Embora meu pouco avanço na leitura da obra, posso projetar que ela, a autora, será bem sucedida na pretensão de enquadrar nos foros científicos a ação terapêutica dos Espíritos no trato da saúde humana”, conclui.

Saiba Mais

Medicina vibracional, também conceituada como medicina quântica é o conjunto de tratamentos que transmite energia para o corpo, numa frequência muito diferente daquelas medidas pelos equipamentos convencionais de detecção. A medicina vibracional é um movimento que foi criado pelo médico norte-americano Richard Gerber, clínico geral na cidade de Livônia, em Michigan.

Gerber ficou mundialmente famoso ao propor a incorporação dos conceitos da física quântica na medicina, através de vários livros. Ele estuda o assunto há 20 anos. O movimento da medicina vibracional ainda é pequeno, mas já vem aumentando. Na base de dados Pubmed, do National Intitute of Health (NIH) nos Estados Unidos, existem 68 trabalhos científicos que mencionam esse conceito.

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