Paraíba recebe três sistemas de dessalinização; iniciativa beneficia 5,8 mil pessoas
Os três primeiros sistemas de dessalinização recuperados pelo Programa Água Doce (PAD) na Paraíba foram entregues no início deste mês de outubro. Os sistemas abastecerão os municípios de Serra Branca e Parari e fornecerão água potável à comunidade rural de Sítio Farias, em Parari.
Ao todo, esses três sistemas beneficiarão 5,8 mil pessoas que sofrem com a escassez de água na região. “Além das famílias, os sistemas de dessalinização das sedes municipais também abastecem instituições como escola, creche, posto de saúde, presídio, fórum e delegacia”, explica o coordenador Estadual do Programa, Robi Tabolkados Santos.
O convênio com a Paraíba é de R$ 21 milhões e tem como meta a implantação, recuperação e gestão de 93 sistemas de dessalinização que, ao todo, vão beneficiar 12 mil famílias.
“Temos nove convênios em andamento e, até 2016, estaremos beneficiando 500 mil pessoas”, diz o coordenador Nacional do Água Doce, Renato Saraiva. “Os Estados estão a todo vapor tocando as obras e entregando os sistemas.”
O Programa Água Doce é uma ação do governo federal, coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com instituições federais, estaduais, municipais e sociedade civil, que visa estabelecer uma política permanente de acesso à água de qualidade para o consumo humano.
Municípios
O município de Serra Branca fica a 238 quilômetros de João Pessoa. Sua economia baseia-se na agricultura de subsistência, comércio e funcionalismo público. As principais culturas são milho e feijão. Na pecuária predomina a criação de caprinos e ovinos. Muitas famílias complementam a renda com programas de renda mínima do governo federal.
Parari situa-se na região central do estado, a 206 quilômetros da capital. Os moradores vivem do comércio, agricultura de subsistência e setor de serviços. Sítio Farias é uma comunidade rural localizada a sete quilômetros da sede do município. Oitenta famílias moram no local e dependem da agricultura de subsistência (milho e feijão) e da criação de bovinos. Complementam a renda com recursos dos programas de renda mínima do governo federal.
Os moradores de Sítio Farias contam com cisternas no período de chuva, mas, na seca, há apenas a água do dessalinizador. “Para a gente, isso é uma riqueza. Água doce, potável, tratada. Os açudes, agora, estão todos secos. Se não fosse essa água, a gente estava passando sede. E mesmo quando tem água no açude, não é água boa assim, tratada”, diz Jaqueline Lima de Almeida, que reside na comunidade rural.
