Organização Meteorológica Mundial aponta que níveis de dióxido de carbono batem recordes

As emissões de dióxido de carbono na atmosfera continuam em níveis recordes, mesmo após uma suspensão temporária de atividades por causa da pandemia de COVID-19. A informação é da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

O Boletim de Gases de Efeito Estufa revela que o nível de CO2 continuou em alta após ter atingido a média global histórica anual de 410,5 partes por milhão (PPM) em 2019. “Tal aumento nunca tinha sido visto na história de nossos registros”, afirmou em comunicado o secretário-geral da Organização, Petteri Taalas.

Neste ano, os lockdowns impostos por conta da pandemia não reduziram os níveis recordes de gases de efeito estufa, aumentando as temperaturas e levando a condições climáticas extremas, ao derretimento de geleiras, à subida do nível do mar e a acidificação do oceano.

Oksana Tarasova, chefe da Divisão de Pesquisa Ambiental e Atmosférica da OMM, explicou que embora a pandemia tenha paralisado o mundo, as emissões de carbono continuaram porque os lockdowns reduziram a mobilidade mas não o consumo geral de energia.

“O CO2 que temos agora na atmosfera está sendo acumulado desde 1750, então cada partícula que colocamos na atmosfera desde esta época é que na verdade forma a atual concentração. Não é o que aconteceu hoje ou ontem, é a história toda do desenvolvimento humano e econômico”.

Oksana Tarasova, da Organização Meteorológica Mundial

Petteri Taalas afirmou que para alcançar os objetivos do Acordo de Paris, onde os governos se comprometeram a tentar parar o aumento de temperatura em 1,5 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais, o mundo precisaria trocar a energia de carvão, petróleo e gás para energia solar, eólica, hidroelétrica e nuclear, assim como adotar meios de transporte menos poluentes, incluindo veículos elétricos, biocombustíveis, hidrogênio e bicicletas.

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