Pesquisadores simulam o que aconteceria se a floresta amazônica fosse destruída
O desaparecimento dos mais de 5,5 milhões de quilômetros quadrados que compreendem a região amazônica implicaria consequências sem precedentes: 20% da quantidade de água doce na Terra, presente nos rios amazônicos, sumiria do mapa, além da extinção de quase metade das espécies de plantas e animais do planeta, muitas delas ainda desconhecidas pelos cientistas. Em estudo recente publicado pela Universidade da Virginia, nos EUA, pesquisadores fizeram simulações em computador para concluir que a derrubada da floresta amazônica alteraria o regime de chuvas em todo o mundo, além de aumentar a temperatura global em 0,7 graus Celsius.A destruição parcial da maior floresta tropical do mundo, no entanto, já causaria desequilíbrios climáticos. “A Amazônia estoca uma quantidade muito grande de carbono em suas árvores, e o desmatamento contribui para o agravamento das mudanças no clima”, afirma Paulo Moutinho, diretor do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).
Desde a década de 1970, com a derrubada de árvores para a ocupação urbana e a agropecuária, mais de 755 mil quilômetros quadrados da Amazônia brasileira foram desmatados, o equivalente a três estados de São Paulo. Nos últimos dez anos, o ritmo do estrago caiu, mas continua preocupando os ambientalistas: entre 2013 e 2014, mais de 4,8 mil quilômetros quadrados da floresta foram destruídos.
