Multiplicação evita extinção de orquídeas

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A multiplicação de orquídeas em laboratórios e orquidários também contribui para evitar a extinção das plantas nativas. A mais recente lista do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis) aponta 34 espécies em risco.

O professor Ricardo Faria alerta que é preciso evitar a compra de orquídeas em beira de estrada ou mesmo a retirada diretamente da natureza. “Em Santa Catarina, existe aquela que é considerada a rainha das orquídeas brasileiras, a Laelia Purpurata, mas foi feito tanto extrativismo que a maioria dessa espécie está hoje em coleções.”

O Brasil tem cerca de 10% das 35 mil espécies nativas do mundo, que são consideradas sobreviventes e somente não existem em geleiras ou desertos, segundo Faria. Para a multiplicação, ele ensina que é preciso polinizar a orquídea, esperar o surgimento de um fruto repleto de sementes. É essa parte que pode ser recolhida para multiplicação em laboratórios e orquidários.

A multiplicação também é feita no Orquidário da UEL (Universidade Estadual de Londrina), que está aberto à visitação todas as sextas-feiras, das 8 às 16 horas. É possível comprar vasos, com valores de R$ 8 a 30, dinheiro que é usado no projeto de multiplicação da universidade. A estrutura fica próxima ao Hospital Veterinário da UEL.

CUIDADOS
Faria orienta os interessados a conhecer o tipo de planta que adquire. Para as epífitas, sugere um substrato de casca de pinus e carvão, com regas matinais, dia sim, dia não. Nunca deve ser colocada na terra. “No calor, pode precisar de mais. O segredo é colocar o dedo no substrato. Se sair sujo, está úmido e não precisa regar.”

Para as terrestres, ele diz que o substrato precisa de areia, esterco e terra vegetal. Em ambos os casos, o tamanho do vaso ou apoio precisa ser correspondente ao tamanho da planta. Uma planta pequena num vaso grande morre por excesso de nutrientes e de água. Também é necessário adubação mensal com uma fórmula de NPK, disponível em lojas do ramo. Mais informações podem ser obtidas no site www.orquidariouel.com.br. (F.G.)

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