Memorial da paz em Hiroshima é um dos lugares mais visitados do Japão

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O trem bala é a nossa máquina do tempo, nos levando de volta a um dos períodos mais dolorosos da história da humanidade. Hiroshima, 6 de agosto de 1945. Uma segunda-feira, às 8h15 da manhã. O dia e a hora em que a terra ardeu tanto quanto o sol. Apenas as construções mais resistentes ficaram de pé. Milhares de pessoas morreram e, por causa da radiação, acreditava-se que sequer grama cresceria de novo ali. Quem diria que viria dos trilhos os primeiros sinais de que Hiroshima iria renascer.

A cidade – com mais de um milhão de habitantes – foi totalmente reerguida após a guerra. A cúpula retorcida é um exemplo da força desse povo. Abalada, em ruínas, e continua de pé. Virou um memorial da paz, patrimônio mundial e um dos lugares mais visitados do Japão.

Logo depois do fim da guerra, os moradores pegavam a farinha distribuída pelo governo americano e misturavam com o que tinham à mão numa chapa. Assim se popularizou o okonomiaki, um prato que nasceu da necessidade. Heranças da guerra. Enquanto o medo insiste mundo afora, Hiroshima resiste defendendo o fim das armas nucleares. Um eterno pedido de paz ecoando pelo planeta.

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