Marianinha-de-cabeça-amarela está ameaçada de extinção
Prima de periquitos e maritacas, espécie é vendida como animal de estimação
*Gabriela Brumatti, Terra da Gente
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/R/F/0P9xyKTXWhmfxm85G4Jg/rnc-4674-c.jpg)
O colorido das penas chama a atenção. O equilíbrio nos galhos no momento de se alimentar também, assim como a delicadeza da ave ao saborear uma semente.
Faltou ao homem aprender com a marianinha-de-cabeça-amarela (Pionites leucogaster). Faltou delicadeza ao lidar com a espécie. Não soube observar a necessidade de equilíbrio na natureza e, por conta disso, a vida dela tem se tornado menos colorida. Atualmente, encontra-se ameaçada e corre risco de entrar em extinção.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/p/n/2uJDGET0ewxdfXTIzMNQ/rnc-4600-c.jpg)
A marianinha mede cerca de 23 centímetros de comprimento — Foto: Rudimar Narciso Cipriani / TG
A espécie é originária do sul do Rio Amazonas, apesar de ser vendida como animal de estimação em alguns centros urbanos. A ave que habita matas de terra firme, de várzea e matas ribeirinhas, se desenvolveu no nordeste brasileiro, do Rio Amazonas, Bolívia e Peru.
É classificada em três subespécies: uma esverdeada nas penas das coxas (P. l. leucogaster), outra com tarsos e pés escuros (P.I. xanthomerius) e a terceira com as penas das coxas em amarelo (P.I. xanthurus).
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/Z/l/b5FhqxQNKz4ajE3j1HjA/30-ways-to-1-.jpg)
Confira as áreas de distribuição das sub-espécies da ave — Foto: Fotos: Rudimar Narciso Cipriani/TG / Arte: TG
A alimentação é basicamente sementes, pétalas e néctar. Essa dieta resulta no significado do nome científico da ave: papagaio gordo com barriga branca. Também é conhecida como periquito-d’anta por emitir um som semelhante ao chamado da anta.
Com tamanho médio de 23 centímetros de comprimento, se destaca por conta das cores. Um capuz laranja, as laterais amareladas, o peito branco e as costas verdes compõe o visual dessa atração da Amazônia.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/J/Z/PLIOq8Sb6SEv3fg33LRQ/rnc-4537-c.jpg)
A ave encontra-se em ameaça de extinção da natureza — Foto: Rudimar Narciso Cipriani / TG
Se reproduz em janeiro e faz ninho em buracos feitos por outras aves, entre 15 e 30 metros de altura. Assim como é uma característica da família, os casais vivem juntos por toda a vida. Desse romance, normalmente, nascem dois filhotes.
*Supervisionado por Lizzy Martins
