Existem mais de 750 000 partículas de lixo de pelo menos 1 centímetro no espaço, a maioria formada por restos de espaçonaves e satélites desativados. Ainda assim, a colisão delas com satélites em uso pode danificar os aparelhos e prejudicar a coleta de dados por parte dos cientistas. A informação foi divulgada nesta terça-feira pelo diretor-geral da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), Jan Wörner, durante a sétima edição da Conferência Europeia sobre Detritos Espaciais, em Darmstadt, na Alemanha.
Segundo a ESA, desde 1957 houve mais de 4 900 lançamentos espaciais, que colocaram em órbita 18 000 objetos. Do total, apenas 1 100 objetos correspondem a espaçonaves funcionais — os outros 94% são detritos espaciais, ou seja, já não têm qualquer finalidade. Segundo a ESA, há evidências de um número muito maior de detritos que não podem ser monitorados operacionalmente.
