Insa repassa campos experimentais de palma resistente a agricultores e agricultoras
Projeto de Revitalização da Palma Forrageira estima que entregará 5 milhões da raquetes de plantas resistentes à praga da Cochonilha-do-Carmim para pequenos proprietários rurais. Durante as últimas duas semanas, o Projeto de Revitalização da Palma Forrageira entregou, por meio da assinatura de Termo de Recebimento, os campos de palma aos titulares das propriedades onde foram instalados.
O projeto foi instituído pelo Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCTI) desde 2012, por meio de implantação e gerenciamento de 26 Campos de Pesquisa e Multiplicação na Paraíba. Já passaram para a administração direta dos agricultores (as) os campos dos municípios de Bonito de Santa Fé, Caturité, Diamante, Santa Inês, Soledade, Zabelê e Sumé, localizados no Semiárido paraibano.
Jucilene Araújo, pesquisadora do Insa e coordenadora da pesquisa, explica que até o final deste ano a administração de todos os campos de palma retornará aos donos das terras que foram cedidas para o projeto ser implantado. Em todas essas áreas o Insa acompanha pelo menos duas colheitas da planta e sua distribuição para os produtores e produtoras rurais cadastrados pelos sindicatos parceiros, que participam de capacitação realizada nos eventos denominados Dias de Campo.
Nestas ocasiões, são repassadas instruções sobre o plantio e manutenção da cultura das três variedades resistentes à praga da Cochonilha-do-Carmim (Palma Doce, Palma Baiana e Palma Orelha-de-Elefante-Mexicana). Os projetos de pesquisa e de inovação tecnológica do Insa priorizam a ação junto às comunidades desde a formulação do projeto, para que a ciência e a tecnologia geradas possam originar resultados para a população, em uma dinâmica de ciência e pesquisa-ação.
Jucilene estima que até o momento já foram entregues 2 milhões e 700 mil raquetes da palma resistente e ao final do projeto serão distribuídas cerca de 5 milhões de raquetes. Jonas Duarte, coordenador social do projeto, explica que “nesses campos, ao mesmo tempo em que se desenvolvem as pesquisas agronômicas sobre estas variedades de palma, o Insa estabelece o contato com o pequeno produtor que é orientado sobre como proceder ao cultivo dessas variedades”.
Texto: Rodeildo Clemente (Assessoria de Comunicação do Insa) Foto: Ascom do Insa
