Rodolfo soube da vitória por postagem de amigo em rede social(Foto: SVP/ Divulgação)Ilustração de paleoartista de Uberaba vence premiação internacional
Arte, ciência e resgate histórico são as bases de um talento que rendeu destaque internacional ao uberabense Rodolfo Nogueira. Paleoartista há oito anos, ele recebeu o Prêmio Paleoarte Lanzendorf de Ilustração Científica. A obra campeã retrata a fauna que habitou a Ilha do Cajual, no Maranhão.
Rodolfo soube da vitória através de uma postagem de amigo diretamente do Estado norte-americano do Texas, onde ocorreu a premiação, na terça-feira (20). Sem acreditar inicialmente, ele constatou que era mesmo campeão no site da Society of Vertebrate Paleontology (Sociedade de Paleontologia de Vertebrados).
“Foi a primeira vez que participei dessa premiação, que é a mais importante do mundo. Eu fiquei meio chocado e nem acreditei por alguns minutos, então entrei no site e vi que meu nome estava lá. Foi aí que caiu a ficha”, afirmou.
A ilustração, que reúne espécies terrestres e aquáticas, extrapolou a repercussão no segmento paleontológico. ”Ela foi para um selo dos Correios, que está em circulação, e foi para a capa da revista Scientific American, que é a mais importante do mundo, em uma edição especial com dinossauros do Brasil”, disse.
O uberabense também tem trabalhos expostos em museus de Peirópolis, Rio de Janeiro, Alemanha, Espanha, Portugal, Argentina e Estados Unidos.
Rodolfo iniciou na paleoarte há oito anos (Foto: Rodolfo Nogueira/ Arquivo Pessoal)Inspiração
Rodolfo coleciona oito prêmios internacionais, todos por ilustração de animais e plantas extintos. A paixão pela paleontologia nasceu através das telonas e foi sendo aprimorada graças à proximidade com o acervo de fósseis e réplicas do bairro rural de Peirópolis.
“Os filmes do Steven Spielberg e da BBC me inspiraram a começar as ilustrações, e também o museu de Uberaba. Toda semana eu saia mais cedo da aula, pegava o ônibus e ia para o museu em Peirópolis. Lá eu ficava viajando em tudo que via e conversando com os paleontólogos”, contou.
Planos
Contente com o destaque obtido no cenário mundial da paleontologia, o uberabense pretende se dedicar a dois projetos já em andamento. O propósito é difundir o universo dos dinossauros, eternizado através da arte.
“Tenho dois trabalhos fechados: que é um livro chamado Brasil dos Dinossauros, em parceira com uma empresa de branding content, que tem a editora que lançará o livro. É um trabalho em parceria com o paleontólogo Luis Eduardo Anelli, com previsão de ser lançado no segundo semestre de 2016. Eu tenho também um projeto chamado MegaFauna, que são várias oficinas de paleoarte em que ensino crianças de escolas públicas a desenhar animais extintos. Já foram 45 oficinas realizados com mil pessoas. Estamos prevendo cerca de 1.500 pessoas para o retorno do projeto”, adiantou.
Rodolfo soma oito prêmios e tem obras em museus internacionais (Foto: Rodolfo Nogueira/ Arquivo Pessoal)
Rodolfo soube da vitória por postagem de amigo em rede social(Foto: SVP/ Divulgação)