Guterres pede apoio urgente de G7 contra COVID-19 e mudança climática

secretário-geral da ONU, António Guterres, apontou na última sexta-feira (11) os temas da vacinação contra a COVID-19 e mudança climática como destaques para o encontro do G7, marcado para este fim de semana no Reino Unido.

Falando a jornalistas, em Londres, o chefe da ONU afirmou que “as vacinas devem ser consideradas bens públicos globais.” Para ele, esta “não é apenas uma questão de equidade e justiça, mas também de eficiência.”

Guterres criticou o modo “muito desigual e injusto” que a imunização está ocorrendo no mundo.

Esperança – O secretário-geral, no entando, disse estar “animado” com os anúncios que foram feitos antes da reunião do grupo.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial anunciaram um programa de 50 bilhões de dólares para apoiar a vacinação em países em desenvolvimento. A quantia será destinada à Organização Mundial da Saúde (OMS) e à Organização Mundial do Comércio (OMC).

Além disso, os Estados-membros do G7 anunciaram que esperam atingir o compromisso de 1 bilhão de doses para os países em desenvolvimento. Estados Unidos e Reino Unido também anunciaram que devem doar mais de meio bilhão de doses para as nações menos capazes de pagá-las.

O secretário-geral lembrou a necessidade de um plano global de vacinação, produzido por uma força-tarefa de emergência apoiada pela OMS, a Aliança de Vacinas Gavi, instituições financeiras internacionais e a indústria farmacêutica.

Guterres acredita que isso permitiria, pelo menos, dobrar a capacidade de produção de vacinas no mundo, criar um mecanismo de distribuição equitativa e lidar com questões de propriedade intelectual e cadeias de abastecimento.

Mudança climática – Ao se referir à mudança climática, que será tema de outra conferência também no Reino Unido, em novembro, o chefe da ONU disse que o mundo já tem um aumento médio da temperatura em relação aos níveis pré-industriais de 1,2º C, muito próximo do limite de 1,5º C.

“Em certa medida, estamos à beira do abismo e precisamos ter certeza de que o próximo passo está na direção certa”, afirmou Guterres.

O secretário-geral destacou o compromisso dos países do G7 com emissões líquidas zero em 2050 e esforços semelhantes dos países do G20. Segundo ele, isso mostra que o mundo está “no caminho que precisa estar.”

Ele também lembrou o compromisso de 100 bilhões de dólares de apoio todos os anos aos países em desenvolvimento. Segundo ele, neste encontro é preciso como esses recursos vão se materializar.

Para Guterres, “este é um elemento muito importante” para garantir o sucesso da próxima Conferência do Clima da ONU (COP26), em Glascow.

Nesse momento, o apoio à adaptação é de cerca de 21% de todo o financiamento para as mudanças climáticas. A proposta de Guterres é que, até 2024, esse número suba para 50%.

Para terminar, o secretário-geral afirmou ter esperança de que a reunião do fim de semana ajude a preparar o caminho para novas e importantes decisões que virão.

Segundo ele, isso é “absolutamente essencial” porque a COP26 “é, em muitos aspectos, a última oportunidade” para conter a mudança climática.

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