Ficar muito tempo com roupas de banho molhadas prejudica a saúde íntima
A previsão de termômetros marcando 40 graus hoje é um convite e tanto para ir à praia. Neste último dia de carnaval, a ordem é aproveitar o feriado ao máximo, mas nem pense em sair do mar direto para a folia. Permanecer com a roupa íntima molhada por longo período pode trazer prejuízos à saúde, inclusive para crianças.
— Muito se fala dos riscos para as mulheres, principalmente de candidíase, que realmente é maior para elas. Mas homens que ficam muito tempo com a sunga úmida podem sofrer de dermatite seborreica, que causa coceira intensa na bolsa escrotal e na virilha. Isso pode ferir a pele e provocar complicações — explica o dermatologista Flávio Luz, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia do Rio de Janeiro e professor de Dermatologia da Universidade Federal Fluminense.
De acordo com o médico, o correto é tomar uma ducha logo após a praia, secar-se bem e vestir roupas limpas. Ter esse cuidado também com os pequenos é essencial, já que eles correm os mesmos riscos que os adultos.
— Nas crianças, a situação pede mais atenção porque, em geral, elas não se queixam de incômodos. Quando começam a reclamar, a doença já está instalada — afirma.
Segundo a dermatologista Luciana de Abreu, da Clínica Dr. André Braz, calor e umidade favorecem o surgimento de micoses em geral, não apenas candidíase. Para diminuir o risco, que aumenta quando a sudorese é maior, o ideal é tomar mais banhos em dias muito quentes, mas sem exagerar no uso de sabão, recomenda Flávio Luz.
— Sabonetes são irritativos para a pele e facilitam a infecção por cândida — diz.
Cerca de 80% da população convive com esse fungo, mas só um quarto dessas pessoas desenvolve candidíase. O principal sintoma da doença é coceira. Nas mulheres, pode ocorrer corrimento e, nos homens, aumento da quantidade de esmegma (secreção no pênis) e mau cheiro na virilha, que adquire coloração esbranquiçada. O tratamento é feito com antifúngicos.
