Estudo conclui que 80% das cidades do Brasil têm focos do Aedes aegypti

Um estudo do Ministério da Saúde concluiu que oito em cada dez cidades brasileiras têm focos do mosquito da dengue. E, neste ano, a preocupação é maior por causa da chegada da Febre Chikungunya, que é transmitida pelo mesmo inseto.

Na caça pelo mosquito transmissor da dengue é raro encontrar um endereço totalmente livre. Eliana se preocupava com os cuidados dos vizinhos. Nem desconfiava que o perigo estivesse morando na casa dela.

“Será que eles tão limpando, será que está tudo limpo lá mesmo igual eu estou fazendo aqui? E acabou que eu estou com a larva aqui”, conta Eliana Fonseca, dona de casa.

Quase 80% das cidades brasileiras têm focos do mosquito da dengue. E 612 já estão em alerta por causa do alto índice de infestação do Aedes Aegypti. Outras 135 podem ter epidemia de dengue a qualquer momento.

O mapa da doença, divulgado pelo Ministério da Saúde, mostra onde o problema está mais concentrado. Nas regiões Sul e Norte a maior parte dos focos foi encontrada no lixo. No Nordeste e Centro-Oeste, os criadouros são mais comuns nos sistemas de abastecimento de água. E no Sudeste, a infestação é maior dentro das casas.

A demora em tomar iniciativa é um problema sério constatado pelas autoridades de saúde. Tem morador que só parte para a ação quando ouve falar em alerta de risco ou quando a doença já deixou muita gente de cama na vizinhança.

“O grande foco é a água parada. Então, não deixando a água acumular em plantas, no quintal, recomendação vistoria nos quintais todos os dias, a gente consegue sim acabar com a dengue”, explica Benedito Mendes, agente de zoonoses.

Outra preocupação é com a Febre Chikungunya, transmitida pelo mesmo mosquito da dengue. Mais de 1,1 mil casos já foram registrados no país.

“O momento oportuno para controlar o Aedes Aegypti é exatamente quando a incidência da doença está mais baixa”, afirma Carlos Starling, infectologista.

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