Empresas de cosméticos investem em soluções mais sustentáveis
Na Região Serrana do Rio de Janeiro, fica a única empresa de cosméticos no Brasil com selo IBD, a maior certificadora de produtos naturais e orgânicos do país. De acordo com o químico Flavio Moraes, o selo é garantia de que, desde a produção até a entrega final, toda a cadeia é sustentável, respeitanto o meio ambiente e a sociedade.
Para conseguir 100 ml de lavanda, por exemplo, é preciso 24 kg da planta. E a lavanda não é uma planta muito cultivada no Brasil, a maioria vem de fora do país, o que faz com que a matéria-prima fique ainda mais cara. Na empresa, nada é desperdiçado. Alguns sabonetes são feitos das sobras de outros sabonetes, o que barateia o produto e não agride a natureza.
Também foi pensando no desperdício que uma grande empresa de cosméticos, sediada em São Paulo, criou uma linha de produtos com embalagens que utilizam 70% menos material do que as tradicionais. Além da redução do descarte de plástico, o material mais maleável permite o maior aproveitamento do produto. A empresa também investiu em embalagens tipo refil, que usam menos matéria-prima, produzem menos lixo e custam menos.
Outra opção mais sustentável para as embalagens é a escolha de matéria-prima. Já existem embalagens feitas de cana-de-açúcar, eliminando a necessidade do petróleo. Os vidros de perfume são pensado para serem aproveitados. Na maioria dos frascos, a válvula de abertura é fixa, dificultando a reciclagem. A ideia é facilitar, por isso, a empresa adotou a tampa de rosca, assim o vidro fica pronto para ser reciclado. E ainda tem outra vantagem: o consumidor pode reutilizar a embalagem, comprando um refil do produto.
– É uma equação de ganha ganha para todo mundo. Lançar um refil é mais barato do que um produto tradicional, isso é bom para o consumidor. É bom para o ambiente, porque eu vou reduzir o consumo de material. É reciclado, comunidades abastecem essa cadeia que a gente ajuda – Romulo Zamberlan, gerente de Desenvolvimento de Embalagens.
Hora de consumir! Em um salão de beleza em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro, a proprietária adotou várias medidas mais sustentáveis e econômicas. O lixo seco é separado. Os produtos químicos são pesados, a balança ajuda no cálculo da medida certa e evita o desperdício. A água usada no lavatório serve também para a descarga do banheiro. O ar condicionado não é usado se a sala não tem cliente e o salão aboliu os copos descartáveis e as sacolas plásticas.
– Todos devemos colaborar, até uma pessoa física deve ter essa preocupação – completa Cristina Fernandes, proprietária do salão.
