Em época de Páscoa, é válido relembrar sobre o perigo do chocolate para os animais

Páscoa é sinônimo de muito chocolate e muitos olhares pidões dos animais ansiosos por um pedacinho do ovo, da barra ou bombom de chocolate.

Segundo a veterinária Andressa Felisbino, o doce em questão contém uma substância chamada teobromina, que estimula o sistema nervoso e fluxo sanguíneo nos animais, podendo prejudicar os pulmões, rins e até causar parada cardíaca ou convulsão.

É importante salientar que os animais não conhecem o sabor do chocolate, por isso, os tutores não devem, em hipótese alguma, oferecê-lo ao animal. Assim como um diabético não pode ingerir doces, cães e gatos também não podem comer chocolate.

O grande problema é que o sabor adocicado é, em geral, agradável ao paladar dos animais. Ou seja, se o tutor ceder e o animal ingerir o alimento, muito provavelmente ele irá gostar e sempre pedirá mais. É quando o perigo se instala e o tutor do animal perde a noção da quantidade concedida ao animal.

Nos cachorros, a reação pode variar entre aumento da temperatura corporal e dos batimentos cardíacos até diarreia e vômito. “A teobromina não é digerida no organismo do animal e acaba ativando o sistema nervoso central por mais tempo, provocando efeitos colaterais. O risco pertinente é que os sintomas demoram entre 6 e 12 horas para se manifestarem, aumentando o risco à saúde do animal”, diz a veterinária.

Já nos gatos, os problemas podem ser mais graves e levar até à morte. “Os gatos, por não serem muito fãs de alimentos adocicados, tendem a preferir o chocolate meio amargo e esses são os que possuem maior concentração de teobromina”, afirma Andressa Felisbino.

Para os tutores que querem fazer um agrado para seus animais, já existem diversas opções de chocolates específicos para consumo animal. Portanto, nesta Páscoa – e em todos os outros dias do ano – os tutores devem ficar atentos aos petiscos e ao que cães e gatos ingerem e serem fortes contra os olhares pidões.

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