Documentário aborda questões sobre consumo, fome no mundo, obesidade e desperdício de alimentos
Foi exibido esta semana, no Cine Sala São Paulo, o documentário “Fonte da Juventude”, do diretor Estevão Ciavatta. O filme questiona a forma de consumo dos alimentos e aborda exemplos de que é possível começar uma mudança significativa no mundo por meio da alimentação.
Segundo relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o número de pessoas afetadas pela fome no mundo chega a 108 milhões, enquanto 41 mil toneladas de alimento são desperdiçadas por ano, só no Brasil.
Para o diretor, o longa tenta mostrar ao mundo que é possível comer bem. “É para sensibilizar, um filme propositivo, que complexifica os desafios do ambiente alimentar do Brasil e traz soluções encontradas por brasileiros de diferentes classes sociais”, disse Ciavatta, em debate após a exibição.
Para a apresentadora e chef de cozinha Bel Coelho, o maior desafio está na educação. “O movimento de mudar a alimentação no Brasil está com as crianças. São elas que vão aprender e levar para casa e para seus familiares”, defendeu.
No Brasil, mais da metade da população está com sobrepeso. Estudo divulgado pelo Ministério da Saúde revelou que o número de pessoas acima do peso no país aumentou 26,3% nos últimos dez anos. Em 2016, os obesos representavam 53,8% da população.
Gerd Sparovek, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP), também presente no debate, acrescentou que a abordagem do cineasta é necessária e sincera: “O filme fez a mágica de mostrar tudo. Mostrou a aldeia, quem produz e o pequeno produtor”.
Há 20 anos o Greenpeace questiona o modelo agrícola praticado no Brasil. Para Marina Lacôrte, da campanha de Agricultura e Alimentação, o documentário instiga a população a continuar cobrando medidas do governo e de seus representantes. “O filme mostra o quão séria é a questão da alimentação no Brasil e o quanto estamos colocando em risco a saúde das nossas crianças”.
O filme está disponível para estudo e poderá ser solicitado para uso acadêmico.
