Cril Soluções Ambientais

Empresário busca sustentabilidade nos negócios e preservação ambiental na destinação final de resíduos industriais

É preciso dar uma destinação consciente e correta aos resíduos sólidos e líquidos, reciclando, reaproveitando e armazenando, para consolidar a prática de uma economia verde. A afirmação foi feita pelo engenheiro Senior de Petróleo e empresário do segmento em resíduos sólidos, Fernando Lucena.

O empresário comentou de que forma a empresa que administra, a Cril Soluções Ambientais, busca a sustentabilidade e preservação ambiental. Ele explica que a empresa de sua propriedade tem como missão atender com qualidade, responsabilidade e credibilidade os serviços de transportes, armazenamento, incineração e destinação final de resíduos perigosos e não perigosos, prezando sempre por satisfazer os objetivos dos clientes, com resultados sólidos, que promovam o crescimento sustentável da empresa e da sociedade onde atua.

Como atividade fundadora da empresa, são oferecidas soluções ambientalmente adequadas para a destinação dos resíduos produzidos pela indústria petrolífera. “Estamos disponíveis 24 horas para situações emergenciais e continuas. Apresentamos soluções integradas para os resíduos oriundos da perfuração de poços de petróleo e gás. Fazemos a coleta, transporte e destinação de fluidos e cascalho de perfuração, areia e líquidos contaminados com óleo, classificados como resíduos classe I e classe II. Temos de deixar para os filhos e netos, um mundo mais limpo e seguro, onde o meio ambiente seja o ideal para que você viva sem comprometer a saúde e sem comprometer a sobrevivência como um todo. Então, na minha empresa, o princípio é trabalhar sem agredir o meio ambiente”, sustenta.

Segundo informou Fernando Lucena, a Cril Soluções Ambientais também trabalha com profissionais especializados na coleta, transporte e destinação final dos resíduos dos serviços de saúde dos grupos A (Resíduos Infectantes), B (Destruição de Medicamentos) e E (Resíduos Perfurocortantes). A empresa atende hospitais, laboratórios, clínicas médicas, dentárias, clínicas veterinárias, farmácias e todas as empresas que geram resíduos desta categoria. “O nosso transporte é realizado por motoristas treinados, uniformizados e com todos os equipamentos de proteção individual apropriados para manipulação e trânsito de resíduos. O processo de incineração é utilizado para destruição total dos resíduos, realizado em altas temperaturas, que variam em torno de 900°C. Todo o processo é realizado de acordo com as normas ambientais e de segurança do trabalho. Fornecemos certificado de destinação final reconhecido pelos principais órgãos ambientais do Estado da Paraíba”, revelou o empresário.

A empresa conta com um Escritório Administrativo em Natal, uma Base de Transporte em Mossoró e uma Central de Armazenamento Temporário de Resíduos em Macaíbal, todos no Rio Grande do Norte. A Sede da Empresa e mais uma Central de Resíduos fica em Belém do Brejo do Cruz, na Paraíba, estado que também dispõe dos serviços, em Campina Grande, de uma Central de Armazenamento Temporário de Resíduos. “Em nossas centrais de resíduos industriais, a gente recebe água de petróleo, resíduos de petróleo e resíduos industriais. Temos clientes como a Alpargatas, a Coteminas de Campina Grande, as empresas de petróleo do Rio Grande do Norte, empresas de petróleo da Bahia, as térmicas do Polo de Camaçari, as quatro térmicas da Petrobras”, detalhou Fernando Lucena.

Preservação do meio ambiente depende da obediência à legislação

O engenheiro explicou que o diferencial do aterro industrial de sua empresa é um total respeito às regras ambientais. Se você cumprir a legislação, com certeza não terá agressões ao meio ambiente. O órgão ambiental aqui na Paraíba fiscaliza, é rigoroso e a gente agradece por isso, porque a preocupação deles é a minha, ou seja, não agredir, para não prejudicar o nosso meio ambiente, que futuramente vai impactar nos nossos filhos, nos nossos netos e na população como um todo”, esclareceu.

O especialista revelou que, no caso do Rio Grande Norte, que é quem manda a maior parte do resíduo de petróleo, ele recebe a água produzida, ou seja, a água que vem junto com o petróleo, que é separada e da qual fica uma parte pequena, menos de 1%, que tem que ser destinada ao aterro, para armazenamento, porque a reutilização dela demanda alguns cuidados. “Já existem estudos, inclusive a nossa empresa está financiando alguns, para utilizar essa água, porque ela tem uma salinidade, e a gente está procurando vegetais tipo palma e outros que suportem uma certa salinidade a fim de utilizar essa água no plantio. Naquela terra tão seca do Sertão, o aproveitamento dessa água será algo muito importante”, ressaltou.

Fernando Lucena explicou que a água produzida fica limpa, porque é possível tirar até aquele um por cento de óleo com o tempo, já que ele fica sobrenadante. “A gente tem um sistema de sucção que capta aquela parte de cima e vai mudando de células, até a água está totalmente isenta de petróleo. Mas fica a salinidade e os outros elementos que compõem a água produzida. A gente está em fase bem adiantada de laboratório e a ideia nossa é reaproveitar essa água para gerar mais uma fonte de renda para a população, porque a gente possivelmente vai ceder a água para os agricultores em redor daquelas terras que são bastantes improdutivas por conta da escassez de água”, acrescentou.

Na opinião de Fernando Lucena, o aterro sanitário não ameaça a saúde, a natureza e a economia, se as células aonde se coloca os resíduos forem construídas dentro das regras do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). “Existem regras, existe lei para isso, e se os órgãos de meio ambiente fiscalizarem como, pelo menos, o daqui da Paraíba e o do Rio Grande do Norte fiscalizam a construção dessas células, é praticamente zero o risco. Só se a gente fosse sujeito a um terremoto, ou alguma coisa desse tipo, o que por sorte não acontece aqui na Paraíba, no Rio Grande do Norte, Pernambuco, nem no Brasil em geral”, frisou.

Especialista comenta sobre situação do pré-sal

Ao explorar o pré-sal, o país vai transferir uma reserva gigantesca de carbono ultra profundo para a superfície. Levando em conta esse fato, a grande questão é se o Brasil terá condições de diminuir em 30% as emissões de carbono até 2020, como está prometido. O engenheiro, que é especialista em petróleo, fez questão de tratar sobre o assunto, explicando que as novas refinarias, a exemplo da existente no município de Abreu e Lima, em Pernambuco, já são construídas dotadas com sistemas de tratamento de poluentes. Além disso, elas usam o que existe de mais atual em termos de tecnologia de tratamento de resíduos.

“Aí você fala, não, mas o diesel vai gerar mais poluentes. Só que temos hoje energias alternativas. Você já tem hoje os carros elétricos. O nosso Nordeste é extremamente beneficiado e o maior produtor de energia eólica do país está aqui na região, o Rio Grande do Norte. Pelo mapa de vento do país, você vai ver que o Rio Grande do Norte tem várias áreas ainda com um potencial enorme para gerar energia elétrica. Ou seja, gerando energia elétrica e tendo o carro elétrico, basta que o custo, o preço do carro elétrico comece a possibilitar você ir trocando a frota. Quanto ao fato de você produzir mais petróleo, petróleo não é só para combustível. Ele tem toda a parte de petroquímica na história e isso aí não tem substituto de imediato. E outra, você não vai produzir esse volume todo de uma vez, até pela condição econômica do país hoje, onde o consumo de combustível praticamente não está subindo, por causa do preço”, argumentou.

Ao ser questionado se é uma decisão correta vender, privatizar o pré-sal, o engenheiro Sênior de Petróleo disse que não. “Primeiro que a parte mais difícil da indústria do petróleo é você descobrir o próprio petróleo. Nós fizemos a maior descoberta do mundo, nos últimos 20 anos. O menor poço, o de menor vazão que tem no pré-sal, é 20 mil barris/dia, tem poço de 45 mil barris. Isso é poço de Arábia Saudita, com uma dificuldade maior, porque na Arábia Saudita é em terra e nós produzimos a 3 mil metros de profundidade. Só que a Petrobrás investiu em tecnologia para produzir. Então, na hora que você privatiza, você não está só vendendo um elemento estratégico que é o petróleo, você está vendendo um patrimônio, que se mantivesse a regra original de se destinar uma parte disso para educação e saúde, e que se os recursos fossem usados de maneira realmente honesta, séria, a gente teria uma solução para os problemas que temos com a educação e a saúde, que são deficientes no país”, complementou.

Na opinião de Fernando Lucena, é um absurdo se pensar em privatização do pré-sal, primeiro porque a Petrobrás tem tecnologia e segundo porque foi a Petrobrás que investiu nisso. “Dizem que a Petrobrás não tem dinheiro, mas o petróleo está lá, ele não fica podre. Então, por que a pressa de arrancar isso tudo de uma vez? E por que tem que entregar e mandar para fora essa riqueza toda? O cara chega aqui sem ter feito esforço nenhum para descobrir. Se pode virar exportador, é diferente. O primeiro poço custou 240 milhões de dólares. Já se está perfurando a 60 milhões de dólares o poço, que se paga em um mês de produção. Entregar um patrimônio desse é um maior absurdo, na minha opinião pessoal”, concluiu.

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