Com a aprovação, a proposta segue para a análise do presidente Sebastián Piñera. Caso seja sancionada, poderá começar a ser implementada em um período de seis meses.
A proposta determina ainda que “todos os supermercados, armazéns e minimercados, na sua venda presencial e eletrônica, devem oferecer e receber garrafas retornáveis” e abre exceção para as descartáveis apenas se forem feitas de material reciclado coletado no país e em percentuais que deverão aumentar de maneira progressiva.
Para a ministra do Meio Ambiente, Carolina Schmidt, considerou que a aprovação do projeto é um marco na “proteção do meio ambiente” no país. “Um projeto responsável, mas ambicioso, que nos permite retirar mais de 23 mil toneladas de plásticos gerados por ano”, pontuou Schmidt.
A aprovação da proposta é resultado do trabalho de conscientização realizado desde 2019 por ONGs ambientalistas como a Oceana Chile. Diretora jurídica da instituição, Javiera Calisto relembrou que muitas informações técnicas foram apresentadas em conversas com o governo. “Estamos diante de uma lei que busca mudar um paradigma, deixando para trás a cultura do descartável e recuperando o que é reutilizável. Esperamos a adesão e apoio geral à lei, pois o mais importante está por vir, que é obter sucesso na sua implementação”, afirmou.

