Cientistas observam ‘chuva de elétrons’ que dá origem a fenômeno brilhante no céu
O fenômeno que dá origem à aurora pulsante foi observado diretamente pela primeira vez em estudo publicado nesta quarta-feira (14) na revista “Nature”.
A aurora é um fenômeno visual impressionante, de várias cores, que ocorre geralmente no céu de regiões polares.
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Aurora Boreal é vista perto da vila de Pallas, em Lapónia, na Finlândia (Foto: Alexander Kuznetsov/All About Lapland/Reuters)
No caso da aurora pulsante, o evento ocorre na magnetosfera, região da atmosfera em que o movimento de elétrons é comandado pelo campo magnético terrestre.
O campo magnético da Terra é a capacidade que o planeta tem de atuar como um imã gigante, exercendo influência nos objetos ao seu redor.
A hipótese de cientistas até agora é que o fenômeno da aurora pulsante surge pelo encontro de massas subatômicas com ondas eletromagnéticas conhecidas como coros.
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A espaçonave da missão ERG (Exploration of energization and Radiation in Geospace) observou ondas de coro e elétrons dispersos na magnetosfera, a origem das auroras de pulsação. Os elétrons dispersos precipitaram na atmosfera resultando em iluminação auroral (Foto: 2018 ERG Science Team)
O que os cientistas conseguiram observar foi uma evidência direta da origem da aurora pulsante: uma verdadeira chuva de elétrons envolvida em ondas de plasma (estado físico da matéria similar ao gás, mas com partículas ionizadas).
O estudo teve como primeiro autor Satoshi Kasahara, pesquisdor da Universidade de Tóquio.
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Fenômeno da aurora boreal vista no município de Alto Paraíso (Foto: Dinalva Alves Rezende/Arquivo pessoal)
Kasahara e colegas também observaram que as ondas de coros fizeram com quê os elétrons se dirigissem à atmosfera.
“Nós, pela primeira vez, observamos diretamente a dispersão de elétrons por ondas de coro na atmosfera da Terra”, diz Kasahara, em nota sobre o estudo. “
O fluxo de elétrons foi suficientemente intenso para gerar aurora pulsante.”
As evidências foram obtidas a partir de imagens sofisticadas de satélite de uma espaçonave posicionada em uma linha do campo magnético e também pelo estudo da atmosfera terreste.
