Cerca de 70% dos britânicos apoiam a proibição da caça de pássaros
O governo do Reino Unido está sendo pressionado a proibir a caça de aves, considerada no país uma prática “esportiva”, depois que uma nova pesquisa mostrou que cerca de 69% dos britânicos repudiam a prática. Sete a cada dez pessoas entrevistadas na Grã-Bretanha disseram que o ‘esporte’ seja ilegal.
De acordo com os ativistas pelos direitos animais, a caça às aves envolve a morte de mais de 35 milhões de faisões e perdizes por ano, mas as carcaças das aves acabam sendo despejadas ou incineradas, pois há pouca demanda por carne de caça.
O governo decidiu recentemente implementar o fim do licenciamento de faisões em terras públicas no país. Agora, após a votação do YouGov – encomendada por grupos de proteção animal, a League Against Cruel Sports e o Animal Aid – os ativistas esperam que seja anunciada oficialmente a proibição na Inglaterra.
Chris Luffingham, diretor de campanhas da League Against Cruel Sports, afirmou em entrevista ao portal Plant Based News, que “a indústria tenta pintar faisões e perdizes como uma espécie de atividade tradicional e idílica que existe para servir como comida. Essa ideia está ultrapassada, porque as pessoas claramente não acreditam mais nisso. Essas aves são criadas para serem mortas. Muitas morrem de doenças ou nas estradas antes mesmo de chegarem ao campo de tiro”.

“Os que são acertados com uma bala na cabeça são os sortudos, porque com os tiros disparados pelos amadores, muitos serão feridos e morrerão em agonia. Então, alguns podem ser comidos, mas muitos serão descartados ou queimados – o fim de uma vida de sofrimento formada por uma indústria indiferente”.
Isobel Hutchinson, diretora do Animal Aid, acrescenta ainda que a própria população demonstra interesse em acabar com a prática, como ficou evidente com a pesquisa. “Nós também estamos certos de que 80% se opõem às gaiolas usadas para encarcerar os pássaros reprodutores, cujos descendentes se tornarão alvos para atiradores. Nossas próprias investigações revelam o sofrimento daqueles pássaros reprodutores, definhando aos milhares em condições horríveis”.
“A frustração que eles experimentam em seu cativeiro leva-os a atacar uns aos outros e repetidamente voam para o telhado da gaiola em uma tentativa fútil de escapar. É hora de os políticos tomarem conhecimento da opinião pública e como um primeiro passo vital, proibir o cruel gaiola”, ela finaliza.
