Casos de sucesso na conservação de onça-pintada em Mata Atlântica
Estimativas recentes apontam para um aumento da população de onças-pintadas em Mata Atlântica, mais ainda há muito o que fazer para reduzir a ameaça de extinção. Restam apenas 300 indivíduos na Mata Atlântica e o equilíbrio dessa população é extremamente sensível.
Os relatos de avistamento de onças-pintadas cresceram como reflexo dos trabalhos de conservação e conscientização que são desenvolvidos em todo o Brasil por diversas instituições. Tivemos casos amplamente divulgados, que repercutiram nas redes sociais como, por exemplo, a onça-pintada na beira da Rodovia Ferra de Camargo Penteado (SP-250), em Apiaí (SP). Também houve o registro da onça em Juiz de Fora, que foi capturada e solta em uma área de proteção ambiental.
Segundo Felipe Feliciani, analista de conservação do WWF Brasil, precisamos aprofundar os estudos de como o animal se desloca entre os fragmentos de Mata Atlântica e analisar processos de restauração naquelas regiões para ajudar na construção de corredores ecológicos. “Dificilmente você vai ver um pasto com uma nascente de água de qualidade e com quantidade de água, as principais nascentes estão em áreas florestais. Onde tem onça, tem floresta, tem água boa, ar puro, tem ecoturismo, tem oportunidades de negócios. A floresta tem um valor imenso e é um mecanismo financeiro para as comunidades que vivem ali. Temos que ver a floresta como um aliado ao nosso desenvolvimento sustentável”, diz Feliciani.
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