Câncer em animais: é preciso estar sempre atento com a prevenção das doenças

A medicina veterinária evoluiu muito ao longo do tempo. Ainda bem! Hoje os animais vivem mais. Com essa longevidade, doenças que antes eram desconhecidas acabam surgindo, daí a importância da prevenção das doenças. Daniel de Araújo Viana é médico veterinário. Ele alerta para vários tipos de câncer que podem afetar os animais. “Fizemos uma pesquisa que identificou os sistemas mais afetados nos animais e os resultados foram pele (com mais de 52% dos casos) e mama (com mais de 33% dos casos). Tais percentuais podem estar associados ao nosso clima de grande incidência solar (o que traz a maior prevalência de neoplasias de pele, assim como nos humanos) e em relação ao câncer de mama estariam relacionadas ao uso indiscriminado de progestágenos (anticoncepcionais) em animais. As raças mais afetadas de cães foram poodles (27%) e mestiços (19%), a maioria fêmeas (mais de 60%), atingidas com neoplasias principalmente. A média de idade foi de sete anos com a maioria dos cães entre um e oito anos ou acima de oito anos”, explica o professor de patologia veterinária e medicina legal veterinária da Uece.

O doutorando em biotecnologia explica que as neoplasias podem ser conceituadas como proliferações locais de clones celulares cuja reprodução foge ao controle normal e que tendem para um tipo de crescimento autônomo e progressivo, e para a perda de diferenciação. “As espécies mais acometidas entre os animais domésticos são as de maior sobrevida (isto é, animais de estimação como cães e gatos). Ainda nessas espécies a notificação é maior e deve-se, em grande parte, à convivência destes animais com seus tutores por toda a vida, além do aspecto afetivo envolvido, observando-se uma diversidade notável de neoplasias. Nesse aspecto, o estudo de prevalência em cães é de grande valia, uma vez que pode contribuir para o desenvolvimento de estratégias de prevenção e tratamento de neoplasias nesses animais, além de permitir o delineamento de modelos experimentais em pesquisa oncológica para diagnóstico, avaliação do comportamento e tratamento de neoplasias em humanos” alerta o veterinário Daniel Viana.

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