Canadá irá proibir a captura de baleias e golfinhos explorados em cativeiro
Como parte de seu plano para atualizar a Lei das Pescas, o governo canadense tem agido para proibir a captura de cetáceos mantidos em cativeiro.
Entre as muitas alterações incluídas na legislação, há a restauração das proteções perdidas sob o governo conservador anterior e novas medidas para proteger os peixes e seus habitats, informou o ministro das Pescas, Dominic LeBlanc, afirmando que ouviu muitos grupos que querem acabar com a prática de capturar baleias e golfinhos na natureza para aprisioná-los.
Ele afirmou que a conexão dos canadenses com mamíferos marinhos pôde ser vista no último verão quando ocorreram a morte de mais de uma dúzia de baleias do Atlântico Norte na costa leste e os esforços dos moradores de British Columbia para salvar as orcas do Sul da costa da província.
“Compreendemos profundamente as preocupações dos canadenses. A aceitação pública sobre manter essas criaturas majestosas em cativeiro têm mudado e acreditamos que a lei deveria refletir isso”, declarou LeBlanc em uma coletiva de imprensa em Vancouver.
Segundo o iPolitics, o Departamento de Pescas e Oceanos não emite licenças para capturar um cetáceo na natureza no Canadá para exibição pública desde a década de 1990. O projeto de lei apresentado no país afirma que “ninguém deve pescar um cetáceo com a intenção de mantê-lo em cativeiro”.
A legislação permite que o ministro das pescarias faça uma exceção e dê uma autorização especial em casos de animais feridos, em perigo e que precisem de cuidados ou reabilitação.
“Estamos dizendo aos canadenses que agora iremos proibir a captura de cetáceos com a finalidade de mantê-los em cativeiro. Nós acreditamos que eles darão um imenso apoio”, disse LeBlanc.
Isso não impede a importação de cetáceos de outras jurisdições, trata-se apenas de ações em águas canadenses.
Já o projeto de lei S-203, que tramita no Senado, quer o fim do cativeiro dos animais e também a proibição da importação ou exportação de baleias e golfinhos, além do esperma, da cultura de tecidos e embriões de cetáceos. Após vários esforços em 2017, ele está no Senado desde então.
